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sevivon

Sevivon

O sevivon é um pião de quatro lados. Em cada lado está escrita uma letra hebraica — nun, guimel, hei e shin — representando a frase “Nes Gadol Haiá Sham” (“um grande milagre aconteceu lá”).

O sevivon remete à história de Chanucá. Como, naquela época, estudar a Torá poderia levar à pena de morte, as crianças judias se escondiam em cavernas nas colinas para estudar com seus professores.

Se os soldados gregos os encontrassem, eles pegariam seus sevivonim e fingiriam que esta- vam apenas se divertindo com um jogo inocente! Nos dias de hoje, relembramos esse ato de coragem brincando com o sevivon durante os dias de Chanucá.

Como jogar:

1. Cada jogador aposta algumas moedas ou doces.

2. A cada rodada, os jogadores giram o sevivon.

3. Se o sevivon cair na letra:

  • Nun: Nada se ganha e nada se נ perde.
  • Guimel: O jogador ganha tudo ג
  • Hei: O jogador ganha metade da aposta
  • Shin: O jogador deve acrescentar à aposta uma moeda ou bala de sua pilha individual.

4. Se a aposta acabar, todos contribuem igualmente mais uma vez.

5. Sempre é possível aumentar a aposta, desde que todos se igualem no valor acordado.

O que o sevivon nos ensina?

Não seria mais divertido se o sevivon tivesse guimel nos quatro lados? Ele não poderia ficar sem o shin? Assim, de qualquer maneira que você o girasse, venceria…

A resposta é óbvia. Se você não pode perder, não pode vencer. Frequentemente perguntamos: por que há tanta escuridão, tantos desafios? Não seria ótimo se toda a vida fosse uma bênção? Por que sempre nos deparamos com dificuldades no ambiente de trabalho, nos negócios, nos relacionamentos, nas conquistas, etc.? Por que encontramos tantas dificuldades e obstáculos quando se trata de qualquer coisa judaica?

Eis a resposta. A graça está na oportunidade de superar as adversidades. Se o mal não existisse, se em nosso mundo não houvesse trevas, seríamos como árvores que dão frutos incríveis, mas não haveria quem as apreciasse. São os desafios que acentuam o bem e fazem a vida ficar divertida. Superar as adversidades é o que torna nossa vida significativa.

VER  Palestra sobre Yom Kipur com o Rabino David Weitman

Chanucá Guelt

A palavra Chanucá tem o mesmo radical de Chinuch (educação). Os gregos estavam determinados a impor sua cultura sobre os judeus em detrimento dos ideais e mandamentos da Torá. Depois que foram derrotados, foi necessário reintroduzir os valores da Torá a muitos judeus.

Por este motivo, é uma tradição dar Chanucá Guelt (dinheiro de Chanucá) às crianças após o acendimento das velas, para ensiná-las a doar parte do presente à tsedacá (caridade).

Maimônides explica que os gregos tentaram macular não apenas os rituais judaicos, mas também suas posses. Por isso é apropriado celebrar Chanucá dedicando uma parte das nossas posses à caridade.

Mais um detalhe: o objetivo dos gregos era remover o aspecto espiritual da nossa maneira de servir a D’us. Eles não tentaram nos exterminar, mas queriam nos forçar a adotar o seu modo de vida. Os gregos não tentaram destruir o Templo nem despejar o óleo; eles “apenas” os macularam, tornando-os impuros.

Chanucá Guelt é a afirmação da liberdade e o desafio diante da tentativa dos gregos. Ao utilizar os bens materiais para fazer caridade, estamos ensinando às nossas crianças que uma ação física pode e deve ser usada a serviço de D’us.

A noite mais significativa para dar o presente é a quinta noite, quando a maioria das velas da chanukiá já foram acesas. Os pais, porém, são encorajados a dar o dinheiro em todos os oito dias (exceto no Shabat).

Fonte: Artigo da Revista Celebração do Beit Chabad Morumbi

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