O povo judeu
QUEM SOMOS NÓS? JÁ ESTAMOS AQUI HÁ BASTANTE TEMPO. MAS COMO TUDO COMEÇOU?
Foi há mais de 3.800 anos na Assíria (atual Iraque), em um mundo infestado de idolatria, que nasceu Abraão. Filho de um comerciante de ídolos, desde a infância questionava as crenças de sua sociedade e, por conta própria, percebeu a existência de um Criador, um Mestre do Universo. Estudioso profundo e dotado de um espírito extraordinário, ele não só pôs em prática suas crenças, mesmo sob pressão da perseguição, mas superou-se a si mesmo e disseminou o monoteísmo, ensinando-o a seus compatriotas. Sua esposa, Sara, fez o mesmo.
Por seu autossacrifício absoluto servindo a D’us, foi-lhe prometido que uma nação eterna floresceria de seus descendentes.
Seu filho, Isaac, e a esposa dele Rebeca, seguiram os passos de Abraão, assim como o filho de Isaac, Jacob, e as esposas dele Raquel e Léa, que mantiveram suas crenças e práticas religiosas em uma sociedade hostil e violenta.
Jacob, que também é chamado de Israel, teve doze filhos e uma filha. Deles descendeu o povo judeu. Daí vem a origem do termo “Filhos de Israel” ou “Israelitas”.
Jacob e sua família enfrentaram grandes provações e tribulações, que por fim os levaram até o Egito. Sustentando sua identidade distinta por algumas gerações, eles acabaram sendo escravizados e submetidos a pesados trabalhos forçados.
Durante oitenta e seis anos, sem um único dia de descanso, eles se empenharam na construção de pirâmides, monumentos e cidades egípcias, ao mesmo tempo em que sofriam constantes espancamentos e eram tratados de forma severa.
Estavam condicionados a uma vida de escravidão. O conceito de liberdade simplesmente não existia. Foi no momento mais sombrio de seu povo que Moisés, descendente do terceiro filho de Jacob (Levi) e que cresceu no lar do faraó, milagrosamente veio em seu socorro.
Moisés era uma alma grandiosa, um indivíduo de imenso intelecto e caráter nobre. D’us Se revelou a ele, encarregando-o da tarefa de trazer a liberdade ao povo judeu.
Como o faraó recusava-se a ouvir o pedido de Moisés para libertar o povo judeu — e até mesmo endureceu as medidas de seu já rígido governo —, Moisés, em nome de D’us, o advertiu de graves punições como consequência. E assim foi. Por um ano inteiro D’us infligiu ao povo egípcio dez pragas catastróficas, uma após a outra, até que eles se viram sem opção, a não ser libertar sua força de trabalho, seus escravos de gerações.
Em um país onde ninguém conseguia escapar, milhões de pessoas partiram triunfantes, enquanto seus opressores impotentes foram obrigados a vê-los deixar aquela terra para sempre. Foi a primeira vez na história da humanidade que uma nação inteira se tornou livre — um avanço que trouxe ao mundo o ideal de liberdade.
Naquele momento nasceu a nação judaica. Em Pessach, celebramos nossa nação e nossa liberdade.
A história não acabou. Sete semanas depois de deixar o Egito, D’us nos deu a Torá, e o povo judeu começou sua jornada, que continua até hoje.
Fonte: Artigo da Revista Celebração do Beit Chabad Morumbi
