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soberania
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Muitas terminologias comuns em Rosh Hashaná, e nas Grandes Festas no geral, são difíceis de entender. A seguir, tentamos decifrar estes termos para que todos possam entendê-los em seus devidos contextos.

REI

A ideia judaica de um “rei” é radicalmente diferente das nossas noções convencionais de monarquia. Um rei, no pensamento judaico, é um soberano cujo reinado deriva do livre desejo de escolha de um povo para liderá-lo e, consequentemente, submeter-se ao seu governo.

A pessoa escolhida possui inteligência e caráter extraordinários, é indiferente às questões materiais e possui uma preocupação e carinho pelos outros tão intensos que a impele a renunciar à sua vida privada para se ocupar das necessidades dos outros.

Esta devoção a uma nação deve vir dos recessos de um coração que é, ao mesmo tempo, do mais alto calibre e intensidade, bem como humilde. Ela aceita o manto da liderança apenas porque o povo lhe implora para liderar, provendo suas necessidades mesmo às próprias custas.

A SOBERANIA DE D’US

A soberania é uma metáfora para D’us criando e sustentando o mundo, colocando “Seus próprios interesses” de lado para o nosso benefício. Reconhecer isso e desejar que Ele Se revele para nós é o início do que nos é exigido. Quando agimos dessa forma, Ele responde aos nossos apelos por Sua liderança e continua criando e sustentando o mundo.

ROSH HASHANÁ

Rosh Hashaná é o aniversário da criação do primeiro ser humano, Adão — o centro da criação e o primeiro a declarar a soberania de D’us. A cada Rosh Hashaná, o acordo entre o homem e D’us é reavaliado, se você quiser, como uma auditoria anual de um negócio. Lucros e perdas são levantados. Ao mesmo tempo em que continuam funcionando, as operações e as estratégias são revisadas. Decisões críticas são tomadas. Da mesma forma, tudo para na véspera de Rosh Hashaná. E quando nos aproximamos de D’us em Rosh Hashaná, D’us renova a Sua soberania e o Seu relacionamento com o mundo.

“Rosh” significa literalmente “cabeça”, e não “início” ou “começo”. Rosh Hashaná não é uma data simbólica que representa o início de um novo ciclo. É a “cabeça” do ano, tal como a cabeça de um corpo. Ele contém as faculdades e os controles, é a base do sistema nervoso do ano. A energia renovada que adquirimos em Rosh Hashaná nos manterá durante todo o ano.

Os dez dias desde Rosh Hashaná até Yom Kipur são um período para esta auditoria espiritual, quando D’us considera a qualidade de Seu relacionamento com o mundo e seus indivíduos.

INSCRITOS E SELADOS

“Em Rosh Hashaná somos inscritos no Livro da Vida, e em Yom Kipur somos selados”. Esta “inscrição” é uma metáfora para uma consideração geral e uma aprovação, como em um contrato legal. O ato de selar é a garantia da execução — para que realmente chegue até nós.

VER  Em Yom Kipur podemos pedir fartura e prosperidade?

COMO ALCANÇAR D’US

Sim, nós, pequenos seres humanos de escassas realizações espirituais e fraqueza moral, podemos alcançar o infinito Todo-Poderoso e afetar a qualidade de Seu relacionamento com o mundo e conosco.

Isso porque D’us entende. Afinal, Ele nos criou com todas as nossas fragilidades humanas, limitações intelectuais e falhas morais, pessoas comuns ocupadas com os detalhes mesquinhos da vida. Ao mesmo tempo, dentro das limitações de nossas capacidades, D’us nos deu ferramentas para que possamos alcançá- Lo e nos ordenou que assim façamos.

SHOFAR

Um chifre de carneiro simples, sem adornos e não muito musical. Os sons que produzimos ao tocar o shofar são os de um choro simples seguido de sons interrompidos, como soluços. Eles representam o mais profundo anseio da alma por D’us, um anseio que não pode ser expressado por palavras, mas apenas por meio da pureza de um simples grito agudo seguido por um choro descontrolado.

VERSÍCULOS DE TORÁ

O shofar é acompanhado por outras ferramentas também. São os versículos da Torá que falam da soberania de D’us, de Sua lembrança do mundo, e da própria mitsvá do shofar. A Torá é o instrumento com o qual D’us Se relaciona com o mundo criado por Ele. Quando recitamos em nossas preces esses versículos selecionados, despertamos a vontade do Todo-Poderoso de Se relacionar com o nosso mundo e sustentá-lo.

DEZ DIAS DE TESHUVÁ

Queremos ter certeza de que a realização do desejo de D’us pela qualidade de vida e energia do mundo será traduzida em nossas vidas, tanto material quanto espiritualmente. Para isso, D’us nos deu os “dez dias de arrependimento”, durante os quais nos ajustamos, sintonizamos nossa personalidade e comportamento, limpamos nosso passado e escolhemos um código de comportamento específico para o ano seguinte. D’us responde da mesma forma, selando nosso destino e oferecendo Sua generosidade em abundância, transformando as bênçãos de Rosh Hashaná de uma forma que possamos apreciar de verdade. Tudo isso culmina em Yom Kipur, “quando o ‘selo’ final é afixado”.

Durante esses dez dias, o capítulo 130 dos Salmos é recitado durante as orações matinais. Ele começa: “Das profundezas clamo por Ti, ó D’us…” Para chegar às profundezas de D’us, chegamos às profundezas de nossa alma e clamamos a Ele.

 

Fonte: Artigo da Revista Celebração do Beit Chabad Morumbi

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Lições da Torá

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