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Reiniciando nosso sistema operacional

por Rabino Y. David Weitman
atualização do sistema em Rosh Hashaná

Atualização do sistema em Rosh Hashaná

REINICIANDO NOSSO SISTEMA OPERACIONAL

Em Rosh Hashaná assistimos aos serviços, ouvimos os sons do shofar, coroamos D’us como nosso Rei e pedimos a Ele por um ano de doçura e alegria.

No entanto, por que precisamos de dois dias especiais e de incontáveis horas de reza para isso? Não poderíamos apenas ponderar sobre a ocasião e sentir nossos corações por alguns minutos, para logo depois prosseguir com nossos afazeres particulares?

Estamos em 2021, então vamos falar de um assunto contemporâneo: os smartphones.

Gostamos de estar com eles o tempo todo; eles nos permitem conectar com nossos amigos e familiares.

Às vezes, travamos com eles uma relação de amor e ódio. De vez em quando, somos informados de que precisamos fazer uma atualização de software.

Se formos cuidadosos, o hardware pode durar muito tempo, mas o software está constantemente precisando de atualizações, e, se quisermos que o telefone funcione corretamente e nos forneça o benefício máximo, seguimos as instruções de upgrade.

Rosh Hashaná é o dia em que D’us nos dá a chance de uma atualização anual de software, uma reinicialização geral do sistema.

Para atualizar o smartphone, não é preciso entender de Java ou HTML, não é preciso ser um geek ou um hacker de computador; basta simplesmente tirar um tempo para conectar o telefone, verificar o ícone das configurações e permitir que as atualizações façam seu trabalho.

De maneira semelhante, D’us não espera que sejamos capazes de entender tudo sobre Seu infinito sistema operacional, ou que possamos descobrir a causa exata de um mau funcionamento que precisava de conserto. Ele precisa de nós para permitir que a atualização ocorra, e só podemos fazer isso se seguirmos os passos de Rosh Hashaná.

É claro que podemos escolher ignorar Rosh Hashaná, ignorar a atualização do sistema. Mas agindo assim, nos prendemos ao passado, onde já não é fácil se comunicar com Ele, além de nos tornarmos vulneráveis a ataques de malware, travamentos e vírus de todos os tipos, sem contar que ficaríamos para trás.

Não é sobre fazer algo errado, é sobre não fazer o esforço para fazer algo certo. Lembre- se: ninguém, nem nossos amigos, vizinhos ou primos, machuca-se com nossa recusa em atualizar/reiniciar o nosso sistema com Hashem; somente prejudicamos a nós mesmos.

Então, minha recomendação de ano novo é que seu sistema seja atualizado. Não caia no mito de que a sinagoga é chata.

Algumas sinagogas podem estar fora de nossa rota pessoal, mas cabe a nós utilizar o tempo sagrado de reza para reiniciar nosso relacionamento com Hashem.

Se há algo que os telefones celulares de hoje nos ensinam, é que não atualizar é basicamente retroceder. O ano passado não é bom o suficiente para o próximo ano.

Em outras palavras, podemos não apreciar todas as regras a cada minuto de cada dia, mas a realidade é que nossas almas foram escolhidas por D’us para fazer parte de “Um reino de sacerdotes e uma nação sagrada”.

D’us nos pede para darmos valor a essa escolha. Vamos valorizar essa singularidade e fazer a nossa parte para nos mantermos atualizados.

Por Rabino Chaim Bruk, Chabad de Montana
Fonte: Artigo da Revista Celebração do Beit Chabad Morumbi

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