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sucot

Após Yom Kipur, celebramos Sucot, a Festa das Cabanas, uma época de muita alegria. Durante os sete dias da Festa, consideramos a sucá o nosso lar e nela fazemos todas as nossas refeições.

A sucá nos lembra das frágeis cabanas em que os judeus habitavam após deixarem o Egito. Lembra-nos também as milagrosas “nuvens de glória” que rodeavam e protegiam os nossos antepassados durante os quarenta anos que perambularam no deserto a caminho da Terra Prometida.

Na festa de Sucot, recordamos a bondade de D’us e reafirmamos a nossa confiança na Sua providência. Assim como os solenes sete dias entre Rosh Hashaná e Yom Kipur servem para corrigir as falhas de cada dia correspondente aos das semanas do ano anterior, os sete dias de alegria de Sucot são para nos trazer felicidade em todas as semanas do ano que está começando.

O sétimo dia de Sucot chama-se Hoshaná Rabá. De manhã, damos sete voltas na bimá (onde se apoia a Torá) segurando o lulav e o etrog, recitando orações especiais, chamadas Hoshanot. Seguindo um antigo rito de profundo significado místico, batemos cinco ramos de salgueiros no chão, simbolicamente tentando “adoçar” o nosso julgamento. Durante o dia de Hoshaná Rabá, comemos uma refeição festiva na sucá. O kidush não é recitado, mas começamos a refeição com chalá mergulhada no mel e creplach (massa cozida com recheio de carne), que simboliza uma cobertura de bondade e amor no julgamento Divino.

AS QUATRO ESPÉCIES

Uma das mitsvot especiais de Sucot, que é realizada todos os dias da festa, exceto no Shabat, é a das “Quatro Espécies”. Recitamos uma bênção e, segurando-as juntas, as movimentamos em seis direções: direita, esquerda, frente, para cima, para baixo e para trás. Isto significa que D’us está presente em toda a parte. Como todas as mitsvot, deve ser praticada porque é a vontade de D’us. Porém, como todas as mitsvot, tem sua própria razão e significado.

A interpretação mais famosa é a de que essas quatro espécies representam a união de todos os judeus. Nós somos um. Reunir essas quatro espécies nos ensina que ninguém, nem mesmo o“etrog” ou a pessoa que representa o “lulav” (o ramo da palmeira), estará completo se não estiver unido a todos os judeus – até mesmo aos “salgueiros”. Sem união, o “etrog” não representa nenhuma mitsvá!

As quatro variedades também representam quatro “personas” em cada indivíduo: o lulav é o intelectual que não permite que o sentimento obscureça a pureza do conhecimento. O hadás (o ramo da murta) é o ser emocional, onde os sentimentos representam o mais elevado ideal, mesmo à custa do intelecto; o etrog é a força que busca equilibrar razão e coração; ao passo que a aravá (salgueiro) é a capacidade de deixar de lado tanto o intelecto quanto o sentimento, num compromisso real com o ideal mais elevado.

Qual tipo de judeu você é?

1

O etrog, um fruto cítrico raro que combina sabor e fragrância que a todos agrada. Representa o judeu que é versado na Torá e observa as Mitsvot.

2

O lulav, o ramo da palmeira, vem de uma árvore que dá tâmaras, que possuem sabor agradável mas não têm aroma. Representa aqueles judeus que são estudiosos da Torá mas não praticam muito as boas ações.

3

Os hadassim, ramos da murta, têm fragrância mas não têm sabor. Representam os judeus que estão cheios de boas ações, mas não são estudiosos da Torá.

4

A aravá, ramo do salgueiro, não tem nem sabor, nem aroma. Representa os judeus que nem são estudiosos da Torá, e nem praticam boas ações.

TODOS OS MEUS OSSOS DECLARARÃO…

Nossos sábios explicam: as Quatro Espécies também se referem a diferentes partes do corpo. Quando alguém as segura durante a festa de Sucot e recita a bênção é como se subjugasse seu coração, seus membros, suas faculdades de visão e fala à vontade de D’us. É como se declarasse diante de D’us: “Tudo que me é dado Te pertence, e me alegro apenas em Ti nessa celebração”.

Forma Descrição gerada automaticamente

Fonte: Artigo da Revista Celebração do Beit Chabad Morumbi

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