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O Calendário Judaico (Tishrei)

por Rabino Y. David Weitman

Resumo: O Mês de Tishrei - Ciclo de Palestras "O Calendário Judaico"

Nesta palestra, o rabino Y. David Weitman desvenda a grandiosidade do mês de Tishrei, o “mês saturado” que condensa toda a essência do ano judaico. Tishrei não é apenas um mês de festas, mas um processo espiritual profundo de julgamento, perdão e renovação do pacto entre D’us e a humanidade.

📺 Assista à palestra completa para se aprofundar nestes e em muitos outros conceitos fascinantes

1. O Sétimo Mês: A Força do Número Sete
Conteúdo: Tishrei é o sétimo mês a partir de Nissan. Na tradição judaica, o número sete é especial e querido (a sétima geração, o sétimo filho, etc.), simbolizando um estado de completude e santidade.
Comentário: O rabino explica que ser o sétimo confere a Tishrei uma qualidade única de plenitude espiritual. Seu nome babilônico, “Tishrei“, significa “perdoar” ou “abrir“, indicando que este é o mês em que os céus se abrem para o perdão divino.

2. O Mês da Balança: Julgamento e Ação Humana
Conteúdo: O signo do zodíaco de Tishrei é a Balança (Libra), representando perfeitamente o Julgamento Divino de Rosh Hashaná.
Comentário: Diferente de Nissan (um movimento de cima para baixo, onde D’us redimiu o povo sem um mérito pleno), Tishrei representa um movimento de baixo para cima. É o ápice de um processo de 50 dias que começa em Elul, no qual o ser humano busca ativamente a D’us através do arrependimento e da melhoria de seus atos, preparando-se para ser “pesado” na balança da justiça.

3. Rosh Hashaná: A Cabeça do Ano
Conteúdo: Rosh Hashaná (a “Cabeça do Ano”) é o primeiro dia de Tishrei. Diferente de ser apenas o “início”, ele é a “cabeça” que comanda todo o “corpo” do ano que se inicia.
Comentário: O rabino enfatiza que tudo o que acontece em Rosh Hashaná define o tom para os próximos 12 meses. A alegria, as orações sinceras e os sinais positivos (como comer maçã com mel) não são um escape da seriedade do julgamento, mas uma demonstração de fé e confiança de que D’us nos julgará favoravelmente. O dia também marca a criação de Adão e o momento em que a humanidade, pela primeira vez, reconheceu a D’us como Rei.

📺 A explicação sobre por que celebramos Rosh Hashaná com alegria, mesmo sob julgamento, é um insight poderoso. Não perca!

4. O Shofar: Do Aperto à Abundância
Conteúdo: O principal mandamento de Rosh Hashaná é o toque do Shofar. Este instrumento, estreito de um lado e largo do outro, carrega significados profundos.
Comentário: O rabino explora duas camadas de significado:
1. Da Angústia à Salvação: Nós “gritamos” para D’us do nosso lugar de aperto (o lado estreito), e Ele responde com abundância (o lado largo).
2. Da Justiça à Misericórdia: O som que atravessa o shofar simboliza a transformação do julgamento divino. D’us inicia o dia no Trono da Justiça Rigorosa (Din) e, através de nossas preces e do som do shofar, move-Se para o Trono da Misericórdia e Piedade (Rachamim). O shofar também lembra o carneiro de Isaac, invocando o juramento de D’us a Abraão de tratar seu povo com clemência.

5. Um Mês “Saturado” de Significados
Conteúdo: O nome Tishrei (Tishrei) pode ser lido de outras formas, revelando mais facetas do mês:
– `Saví` (Saciado): Tishrei é um mês “saturado”, repleto de festas e emoções (Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucot, Shemini Atzeret e Simchat Torá). Ele é um microcosmo do ano inteiro.
– `Shvuá` (Juramento): Remete ao juramento que D’us fez a Abraão no Monte Moriá, garantindo Sua misericórdia eterna quando recordamos o mérito dos patriarcas.
Comentário: Essa pluralidade de nomes mostra que Tishrei é um mês de intensidade espiritual máxima, que encapsula toda a gama de experiências humanas – julgamento, perdão, alegria e renovação da aliança.

📺 A conexão entre o shofar, o juramento a Abraão e a transformação da justiça em misericórdia é uma das joias desta palestra. Confira!

 

Em resumo, Tishrei é o eixo central do calendário judaico. É um mês que exige uma postura ativa do ser humano, que se apresenta perante o Rei para um julgamento individual e profundo. No entanto, é também um tempo de proximidade divina extraordinária, onde a misericórdia prevalece sobre a justiça rigorosa. Através do arrependimento, das preces e do som do shofar, não apenas somos julgados, mas coroamos ativamente a D’us como o Soberano de nossas vidas, renovando o pacto eterno e inaugurando um ano novo com a esperança de bênçãos, paz e prosperidade.

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