Sobre a matsá
Matsá é a mitsvá que efetivamente comemos e digerimos. De acordo com a Cabalá, a ingestão da matsá tem um efeito profundo na alma. Então, é preciso certificar-se de alguns detalhes importantes. Nem todas as matsot são iguais. Há diversos tipos, descritos a seguir:
Sobre a matsá para o ano todo: não possui certificação casher para Pessach. Esta matsá não é adequada para uso sob quaisquer condições.
Sobre a matsá feita com suco de fruta ou ovos: para Pessach, somente se for absolutamente necessário, como no caso de quem tem problemas digestivos.
Sobre a matsá industrial: geralmente é utilizada, mas não é ideal para o sêder.
Sobre a matsá shemurá artesanal: para o sêder, o ideal é uma matsá feita com farinha que foi protegida de qualquer umidade desde o momento da colheita até ser ingerida; uma matsá que foi preparada intencionalmente para a mitsvá de comer matsá no sêder (até hoje ainda não foram inventadas máquinas capazes de ter esta intenção). A matsá shemurá é feita à mão, em uma cozinha onde todos dizem “Com a intenção da mitsvá da matsá!” antes de preparar e assar a massa.
Esta matsá, redonda e preparada manualmente, é similar à matsá feita pelos hebreus na saída do Egito. Os nossos ancestrais demonstraram os níveis de fé mais profundos quando partiram rumo ao deserto. Pela Cabalá, a matsá shemurá que comemos nas primeiras duas noites de Pessach trazem fé e cura. Quem é que não necessita destas bênçãos?! Certifique-se de comer um pedaço desta matsá especial nos dois sedarim.
Fonte: Artigo da Revista Celebração do Beit Chabad Morumbi
