Resumo: O Mês de Nissan - Ciclo de Palestras "O Calendário Judaico
Nesta palestra, o rabino Y. David Weitman explora a profundidade espiritual, histórica e prática do mês de Nissan, revelando por que ele é considerado o “rei” e o primeiro de todos os meses do calendário judaico.
📺 Assista à palestra completa para se aprofundar nestes e em muitos outros conceitos fascinantes:
1. O Primeiro Mandamento Coletivo e o Calendário
Conteúdo: A primeira mitzvá (mandamento) coletiva dada ao povo judeu como nação foi a instituição do calendário lunar. Este calendário, que começa com a Lua Nova, é fundamental para determinar as datas das festas judaicas.
Comentário: O rabino destaca que a autonomia para declarar os meses simboliza a responsabilidade do povo em estruturar seu tempo em torno da espiritualidade. Nissan ser o “primeiro mês” estabelece a saída do Egito como o marco zero da identidade nacional judaica.
2. A Dualidade: Ano Novo da Criação (Rosh Hashaná) vs. Ano Novo dos Meses (Nissan)
Conteúdo: Existem dois inícios de ano: o Rosh Hashaná, em Tishrei (sétimo mês), que comemora a criação do mundo (universal), e o Nissan, que marca o início do calendário religioso e das festas (específico para o povo judeu).
Comentário: Esta dualidade explica duas formas de Deus se relacionar com o mundo: Shaná (a natureza cíclica e previsível) e Chodash (a novidade e o milagre). Nissan representa o início da relação milagrosa e sobrenatural de Deus com Israel.
📺 No vídeo, o rabino explica de forma clara e inspiradora a diferença entre “Shaná” e “Chodash“. Não perca!
3. Nissan: O Mês dos Milagres e da Redenção
Conteúdo: O nome Nissan está ligado à palavra Nes (milagre/bandeira). O mês é definido pelos grandes milagres da saída do Egito, que quebraram as leis da natureza.
Comentário: Nissan é o protótipo de todas as redenções. Os sábios ensinam que, assim como a libertação do Egito foi em Nissan, a redenção futura também ocorrerá neste mês. Ele é um tempo propício para a manifestação do divino além do natural.
4. O Movimento “de Cima para Baixo”
Conteúdo: Enquanto em Tishrei (Rosh Hashaná) o movimento é de baixo para cima (o homem buscando Deus através do arrependimento), em Nissan o movimento é de cima para baixo (D’us desceu para redimir Seu povo, mesmo sem um mérito pleno).
Comentário: Isso ilustra um amor incondicional. Nissan é um presente divino, um momento de graça e iniciativa de D’us, simbolizando que a redenção pode começar com um ato de bondade superior.
5. Significados, Símbolos e Costumes Práticos
Conteúdo: O rabino detalha vários aspectos de Nissan:
– Nomes: “Aviv” (Primavera), significando “Pai dos 12 meses”.
– Signo do Zodíaco (Mazal): Áries (Carneiro), ligado ao sacrifício do Cordeiro Pascal, que representou uma ruptura com a idolatria egípcia.
Leis e Costumes:
– Proibição de jejuns e discursos fúnebres.
– Costume de não comer matzá nas duas semanas que antecedem o Pessach.
– A grande campanha de Maot Chitim (ajuda financeira para que todos celebrem o Pessach com dignidade).
– Leitura diária das oferendas dos 12 príncipes no Tabernáculo.
📺 A explicação sobre a conexão do Cordeiro Pascal com o signo de Áries e a quebra da idolatria é um dos momentos mais reveladores da palestra.
6. A Perspectiva Cabalística: A Fala e o “Pé Direito”
Conteúdo: Na Cabalá, o mês de Nissan está ligado ao poder da fala e à perna direita.
Comentário: A essência do Pessach (cuja palavra contém “Pê” – boca) é contar a história do Êxodo. A transmissão oral de pais para filhos é o que perpetua a identidade judaica. Já o “pé direito” remete ao significado de Pessach como “pular”, simbolizando a necessidade de avançar espiritualmente, dar saltos de fé e progresso, assim como D’us “pulou” as casas judaicas no Egito.
Para entender como a Cabalá vê a energia única de cada mês e como podemos usá-la para nosso crescimento, a palestra é imperdível.
Em resumo, Nissan é muito mais que uma data no calendário; é o mês que inaugura a identidade nacional judaica, celebrando a liberdade, a intervenção divina milagrosa e o poder de começar de novo. Suas leis e costumes são projetados para nos imergir em uma atmosfera de alegria, solidariedade e lembrança viva de nossa redenção passada e futura.
















