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O Calendário Judaico (Shevat)

por Rabino Y. David Weitman

Resumo do Vídeo: O Calendário Judaico - Shevat

Nesta palestra, o Rabino Y. David Weitman nos conduz por uma jornada rica e significativa pelo mês de Shevat, explorando suas origens, símbolos, datas importantes e as profundas lições espirituais que ele contém.

📺 Assista ao vídeo para uma compreensão completa e repleta de insights!

1. Posição no Calendário e Origem do Nome
Conteúdo: Shevat é o 11º mês do calendário judaico, contando a partir de Nissan (o mês do Êxodo do Egito). Diferente dos outros meses, cujos nomes têm origem babilônica, “Shevat” é um nome bíblico, mencionado diretamente na Torá.
Comentário: O rabino destaca a singularidade do nome, conectando-o diretamente à narrativa bíblica e diferenciando-o da nomenclatura adotada durante o exílio.

2. Símbolos do Mês: Aquário, a Tribo de José e a Letra Tsadic
Conteúdo: O mês é representado por três pilares simbólicos:
– Aquário (Deli): Simboliza o balde que busca água. Em Israel, Shevat é quando as chuvas de inverno já encheram os poços, e a água está disponível para ser recolhida.
– A Tribo de José (Yossef): José é chamado de “Yossef HaTsadic” (José, o Justo), por ter dominado suas paixões e resistido à sedução da esposa de Potifar. Ele também personifica a qualidade de “aumentar” (o nome Yossef significa “acrescentar”) e de retribuir o mal com o bem, cuidando dos irmãos que o venderam.
– A Letra Tsadic (צ): Esta letra representa o “justo” (Tsadic), uma alusão direta a José. Também está conectada à redenção futura, ligando-se à palavra “Tsemach” (broto), um dos nomes do Messias.
Comentário: O rabino tece uma bela conexão entre os símbolos. A água do Aquário representa a Torá, que sacia a sede espiritual. José, o Justo, é a personificação daquele que busca ativamente essa “água” e a utiliza para crescer e fazer o bem, mesmo em ambientes hostis. A letra Tsadic coroa essa ideia, apontando para o crescimento espiritual e a esperança messiânica.

📺 No vídeo, o rabino explica com riqueza de detalhes a história de José e por que ele é um modelo de conduta!

3. Datas Principais de Shevat e Seus Significados

– a) 1º de Shevat (Rosh Chodesh Shevat)
Conteúdo: Foi neste dia que Moisés começou a recapitular e explicar a Torá para a nova geração que entraria na Terra de Israel, um discurso que compõe o Livro de Deuteronômio. Ele o fez em 70 línguas, antecipando a Diáspora e mostrando que a Torá pode ser acessada em qualquer idioma.
Comentário: Esta data é apresentada como um “segundo Sinai”, um momento de renovação e transmissão do conhecimento. A tradução para múltiplos idiomas é um poderoso símbolo da universalidade e da relevância eterna da Torá.

– b) 15 de Shevat (Tu BiShevat)
Conteúdo: Conhecido como “Ano Novo das Árvores”, esta data marca o fim de um ciclo fiscal para os dízimos dos frutos em Israel. Na natureza, é quando a seiva nova começa a subir nas árvores em Israel, anunciando um novo ciclo de crescimento.
Comentário: O rabino vai além do aspecto agrícola, explorando profundas metáforas:
– O Homem é como uma Árvore: Assim como a árvore deve estar conectada às suas raízes para viver, o ser humano deve estar conectado à sua fonte espiritual, D’us.
– Lição de Educação: Uma pequena semente é extremamente sensível a danos, que podem afetar todo o seu desenvolvimento. Da mesma forma, a educação de uma criança pequena deve ser pura e cuidadosa, pois as impressões iniciais a marcarão para a vida toda.
– Costumes: Comer frutas (especialmente as sete espécies de Israel), fazer pedidos por um Etrog bonito para Sucot e comer o Alfarroba (Charuv), um fruto que simboliza o plantio para as futuras gerações.

📺 A explicação sobre por que “o homem é uma árvore do campo” e suas implicações na educação é um destaque imperdível da palestra!

– c) 10 de Shevat (Yud Shevat)
Conteúdo: Data de profundo significado no judaísmo contemporâneo, marca o falecimento do anterior Rebe de Lubavitch, Rabi Yossef Yitschac Schneersohn, e a subsequente ascensão de seu genro, Rabi Menachem M. Schneerson, ao liderança do movimento Chabad-Lubavitch.
Comentário: O rabino ressalta o impacto global desses líderes, que promoveram um reavivamento do judaísmo autêntico em escala mundial, conectando a energia do mês de Shevat – de crescimento e renovação – ao trabalho de divulgação da Torá.

Conclusão
O mês de Shevat é um período de profunda espiritualidade, que celebra o crescimento – tanto das árvores quanto do ser humano. Através de seus símbolos e datas, ele nos convida a buscar a Torá (a água), emular a retidão de José, investir na educação de nossas crianças e nos conectar com nossas raízes e com a Terra de Israel.

📺 Para absorver toda a profundidade e beleza desses ensinamentos, não deixe de assistir à palestra completa com o Rabino Weitman!

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