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Yom Kipur – Conectando-se com D’us

por Rabino Y. David Weitman
neilá

O SIGNIFICADO DE YOM KIPUR: O verdadeiro perdão provém da sensação de proximidade e amizade que uma pessoa tem pela outra. É este amor e intimidade que faz com que queiramos manter esta relação apesar dos erros e falhas cometidos.

Da mesma forma, mesmo quando transgredimos a vontade de D’us e, consequentemente, enfraquecemos nossos laços com Ele, D’us acolhe nosso arrependimento e está disposto a nos perdoar. Pois D’us é nosso Pai. A nossa essência, nossa neshamá (alma), é Divina e está ligada intrinsicamente com Ele.

Assim, ao reservar um dia especial para o perdão, Ele manifesta Seu amor por nós. Isso é o que torna este o “dia mais sagrado”, pois é quando D’us revela a profundidade de Seu vínculo conosco, independentemente do nosso bom comportamento e observância.

O que D’us nos pede é que nos voltemos a Ele, que nos conectemos com Ele. Fazemos isso ao cumprir Sua vontade, conforme aparece na Torá. É necessário reconhecer e admitir nossos erros, pedir perdão e tomar, com firmeza, a decisão de ser leal a D’us: obedecer a Sua vontade, estudar Sua Torá e se comprometer a cumprir pelo menos mais uma mitsvá, através da qual nos ligamos a Ele, cumprindo Seu desejo diariamente.

ABENÇOAR OS FILHOS

Na véspera de Yom Kipur, antes de se dirigir à sinagoga para a oração de Col Nidrei, os pais abençoam cada filho ou filha. Neste momento, pedimos a D’us que nossos filhos tenham seu coração aberto para aprender a Torá e praticar as mitsvot. Pedimos também que tenham vida longa e imbuída com valores.

COL NIDREI

Quando o sol se põe,iniciamos o serviço de Yom Kipur com o solene “Col Nidrei”, recitando-o três vezes com a famosa melodia tradicional. A cada vez recitamos mais alto que a anterior, como se entrássemos em um palácio espiritual e chegássemos mais perto do Rei Eterno.

Col Nidrei, que significa “todos os votos”, é uma anulação das promessas feitas sem reflexão. Declaramos todos os votos e promessas futuras inválidos e sem efeito. (É preciso enfatizar que existem condições e restrições quanto à natureza dos votos nesta anulação. Não são anulados os votos feitos entre uma pessoa e outra.)

ORIGEM

Na Espanha medieval, os judeus foram forçados por autoridades armadas a jurar que abandonariam o Judaísmo. Conta-se que no Yom Kipur eles se reuniriam secretamente e cancelariam formalmente tais votos, passados ou futuros. Assim poderiam rezar no dia mais sagrado com a consciência limpa.

HOJE

Atualmente, ninguém nos obriga a negar o Judaísmo. Mas nossas próprias fraquezas espirituais muitas vezes nos levam a nos sentir restritos, limitados ou presos de várias maneiras, e, portanto, impedidos de nos expressar plenamente como judeus. Desculpas como “eu gostaria de celebrar o Shabat, mas tenho que ficar até tarde no escritório” ou “não tenho tempo para colocar tefilin” são comuns hoje em dia.

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Tais limitações são uma forma de “voto”, ligando-nos ao mundano, ao mundo material. No Yom Kipur expressamos nossa sinceridade ao optarmos pela libertação de velhos hábitos para agir de forma diferente. Em troca, D’us nos ajuda a dissolver nossas restrições autoimpostas. Seja qual for nosso “voto” ou “promessa”, aparentemente normal no que tange aos valores seculares e materiais, no Yom Kipur temos a liberdade de expressar abertamente o amor pleno e total devoção a D’us.

VIDUI – CONFISSÃO

A principal oração – repetida dez vezes em 26 horas – é o Vidui. Nesta oração pedimos desculpas e assumimos a responsabilidade por todos os possíveis erros humanos que possamos ter cometido. Como pode ser difícil memorizar todas as nossas falhas, no Vidui aparecem listadas por ordem alfabética as atitudes e os erros que possam ter nos levado ao pecado.

Em cada uma das cinco orações do Yom Kipur recitamos o Vidui duas vezes. A cada vez a alma é libertada e se eleva mais e mais, até o último estágio, no serviço de Neilá, ao final do Yom Kipur, quando os Portões Celestiais se fecham e a alma sobe às alturas mais elevadas.

YIZCOR

Após a leitura da Torá pela manhã, fazemos uma prece especial pelos entes queridos já falecidos e nos comprometemos a dar tsedacá e fazer uma boa ação em sua memória. No Yizcor, permanecem no ambiente da sinagoga apenas aqueles que não têm um de seus pais vivos, pois é um momento em que se unem com seus entes queridos.

O Yizcor pode também ser recitado em casa. Nesta ocasião, assumimos o compromisso de fazer tsedacá, mas só poderemos realizá-lo após o término do jejum.

NEILÁ

Neilá significa “fechamento”. São os momentos finais destes dias solenes. Esta reza exclusiva de Yom Kipur marca o “fechamento” dos Portões Celestiais, com a gente “dentro”, bem próximos a D’us. É o único serviço do ano em que as portas da Arca Sagrada permanecem abertas do início ao fim, simbolizando que os Portões Celestiais estão totalmente receptivos para nós neste momento.

Ao final da Neilá, clamamos em uníssono o Shemá Yisrael e tocamos o shofar. É importante lembrar que o toque do shofar indica apenas o final da Neilá. O jejum termina somente após a Havdalá.

Fonte: Artigo da Revista Celebração do Beit Chabad Morumbi

 

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