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Perspectivas e lições do Coronavírus

por Rabino Y. David Weitman
covid
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OBaal Shem Tov, fundador do Chassidismo, ensinava que todas as ocorrências no universo – mesmo as negativas – podem e devem nos dar lições. A COVID-19, ou Coronavírus, que começou como um surto localizado na China central, tornou-se rapidamente uma pandemia global, levando o mundo a um impasse e a redefinir o conceito de vida “normal”.

“Achados” da COVID-19

Além de manter as diretrizes sanitárias e rezar pela recuperação das pessoas infectadas, devemos também aprender algumas perspectivas e lições desta crise global. A seguir enumeraremos algumas, entre muitas outras:

1. A NOSSA HUMANIDADE PARTILHADA

O vírus é alheio às diferenças culturais e ideológicas, infectando pessoas de todas as raças, religiões e idades. Não faz distinção entre pobres e ricos, estadistas e pessoas comuns, poderosos e fracos. Ele reforça o que a Torá nos ensina sobre a igualdade de todos os seres humanos aos olhos de D’us

2. A RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL E MÚTUA

Os cientistas ainda examinam a natureza desta nova doença, porém uma verdade salta aos olhos: a presença e a condição de uma pessoa estar infectada pode contaminar todos com quem ela entra em contato. Por conseguinte, na sua essência, está no espírito da declaração dos nossos sábios, “Todos do Povo de Israel são responsáveis uns pelos outros”. Estamos todos interligados, e nas palavras de Maimônides, “O comportamento de uma pessoa tem o poder de inclinar a balança e de afetar não somente ela como o mundo inteiro”.

3. O MILAGRE DA EXISTÊNCIA

O coronavírus, um vírus, uma criatura minúscula medindo 80 bilionésimos de metro de diâmetro, ensina-nos sobre a limitação e a impotência dos seres humanos, e que as nossas vidas e o nosso destino são completamente dependentes de D’us e apenas D’Ele.

O vírus trouxe para o primeiro plano a realidade e o poder do invisível, do espiritual e de D’us; uma realidade muito mais forte do que o que é visível e tangível à percepção do ser humano. Não podemos ver o vírus a olho nu, nem podemos prová-lo, ouví-lo ou sentí-lo. Ainda assim, percebemos os seus efeitos terríveis de forma palpável.

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4. SENDO NÓS MESMOS

Presos em casa, nós perdemos temporariamente as identidades que assumimos ao longo da vida. A pandemia tem nos dado espaço e tempo para nos ligarmos em quem nós somos realmente. Muitos de nós vivemos esta situação no dia de descanso judaico, o Shabat. Desligamos tudo e concentramo-nos em nós mesmos e naqueles de quem gostamos e no que é realmente importante – a família. Durante esta pandemia, estamos tendo a chance de fazermos isso também durante a semana.

5. O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA

Sob a pressão do distanciamento e do isolamento social, estamos vendo o despertar de uma consciência social nova. Não só as nossas interações com os outros não diminuíram, como se tornaram ainda mais significativas, mais preciosas, mais intensas. As pessoas encontram-se virtualmente, alguns até com maior frequência do que antes.

O coronavírus também despertou profundos sentimentos de preocupação pelo próximo e a necessidade de ligação com os outros, tanto para o nosso próprio bem como para o bem da nossa família, conhecidos, amigos e comunidade.

 

Fonte: Artigo da Revista Celebração do Beit Chabad Morumbi

Perspectivas e lições do Coronavírus

Rabi Moshe ben Maimon

Biografia do grande mestre Maimônides (Rambam), que também foi médico além de um grande sábio da Torá. ADQUIRA LIVRO

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