A pergunta merece uma resposta ampla. Primeiro, a partir do momento em que reconhecemos D’us como Criador.

Aquele que fez a criação, reconhecemos que Ele criou tudo o que existe. Junto com a criação deu-nos um “manual do fabricante” sobre como aproveitar o máximo deste mundo, para que o homem, que é a melhor e mais elevada criatura, possa cumprir da melhor maneira a sua função, o seu objetivo.

Aprendendo por comparação

Para melhor entendermos a ideia desse “manual”, pensem na aquisição de um carro. Existem milhares de modelos cada um com especificações diferentes. O fabricante do veículo no manual de instruções, que vem junto com cada unidade que sai da fábrica, informa os proprietários como deve ser usado o veículo em questão. Ele informa que o uso indevido pode trazer problemas no desempenho da máquina, portanto tende a danificá-la se não for usada adequadamente.

Aquilo que é bom para um tipo de máquina pode ser desastroso para outras. Aparentemente o “uso indevido” parece não fazer muita diferença, mas não é assim. Em pouco tempo, começariam a surgir problemas, de modo que o veículo não funcionaria de maneira adequada e, fatalmente, quebraria. Assim também é com “carro-judaico”.

A Torá é manual único e mantém a unidade do judeu

Para ter um bom funcionamento, precisa seguir as regras do “Fabricante” que asseguram o máximo desempenho:

Assim, regras ditadas no nosso “manual de uso”, que é a Torá, indicando que tipo de comida é apropriada, quantas vezes e em que época é melhor fazer uma revisão de nosso “desempenho”, etc. A unidade do judeu se conserva e se eleva no cumprimento da Torá e das mitsvot

A comida casher é recomendada, deve se descansar no Shabat, fazer Kipur, leis de conduta e de oração, e assim por diante. O mais importante, no entanto, e que muitas vezes não percebemos, é que D’us, nosso Fabricante, em Sua bondade infinita, sabe o que é bom para as criaturas que Ele mesmo criou.

Segundo ponto a ser lembrado é que todo o povo judeu é considerado uma unidade e comparado a um corpo. Não são só importantes os órgãos vitais como o cérebro, o coração e o pulmão, mas cada um dos demais membros é essencial.

Ou seja, um corpo sem olhos, não é completo. Da mesma maneira é nas máquinas. Se faltar um parafuso no motor pode interromper o funcionamento de um grande aparelho.

Em resumo, detalhes insignificantes aos nossos olhos, podem comprometer o desempenho do corpo inteiro. Assim, se as leis do Shabat, da cashrut e do tefilin, por exemplo, às vezes nos parecem muito detalhistas, devemos lembrar que, para D’us, são muito importantes, tanto quanto para cada judeu separadamente, assim como para o povo judeu como um todo. Vale lembrar que a unidade do judeu abrange o indivíduo e a comunidade.

A mitsvá é nossa maior medida

O homem nunca deve desprezar uma mitsvá, pois o termômetro de D’us é diferente do humano. Nunca devemos pensar o quão pequena é uma mitsvá que fazemos, porque aos olhos de D’us pode ser que o que é grande, seja enorme.

A Torá conta que Avraham recebeu três convidados e lhes  ofereceu hospitalidade, preparando-lhes carne e água; acompanhou-os e lhes serviu pão. Dizem nossos sábios que, por estes pequenos atos de hospitalidade de Avraham, D’us retribuiu a seus descendentes no deserto. Enquanto estavam lá, durante quarenta anos, deu-lhes pão, água, aves e os acompanhou com as nuvens da  glória.

(Matéria publicada na Revista Morashá em abril de 1997)

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