Todos sabemos que Rosh Hashaná é o primeiro dia de Tishrei, mas, olhando na Torá, percebemos que o mês de Tishrei não é considerado o primeiro mês do calendário judaico. Assim existe alguma correspondência entre Rosh Hashaná e o calendário judaico e gregoriano?

Está escrito: “Quando chegar o primeiro dia do sétimo mês, farão soar o shofar…”

Como é possível, então, que Rosh Hashaná, o primeiro dia do ano, caia no sétimo mês?

Esta pergunta pode ser respondida,pois, ao entendermos que Rosh Hashaná comemora a criação do universo, o início da humanidade.

A princípio, Rosh Hashaná é o dia no qual foi criado o primeiro homem. O primeiro dia de Tishrei comemora o aniversário de existência da civilização humana. Por exemplo, neste Rosh Hashaná entraremos no ano 5758 desde a criação de Adão. Esta é uma data universal.

O início no Egito

No ano 2448, quando D’us retirou os judeus do Egito e lhes entregou a Torá, eles se tornaram um povo, com leis estruturadas.

Isto ocorreu no mês da saída do Egito, que cai na primavera (março/abril).

Pessach, por seu turno, marca o nascimento do Povo de Israel. Na ocasião foram dadas também as leis do calendário judaico. E é esse calendário que rege nossas festas e comemorações.

Assim, o calendário lunar do povo judeu começou a vigorar a partir da saída do Egito, tendo como início o mês da primavera, Nissan (março/abril).

Este é o primeiro mês; Iyar, o segundo, e Tishrei, o sétimo mês. Nisto não há contradição alguma, pois Rosh Hashaná celebra uma data universal, a criação do mundo e da humanidade, enquanto que o nosso calendário é algo tipicamente judaico e tem seu início com o nascimento do Povo de Israel, no mês de Nissan.

Rosh Hashaná e o calendário judaico e gregoriano

Em outras palavras, nós comemoramos o aniversário da civilização humana e da criação do universo na data judaica que corresponde ao sétimo mês do êxodo do Egito.

Aliás, podemos comprovar isso mesmo nos calendários gregoriano e juliano.

O mês de setembro, que é o nono mês, tem como raiz a palavra “sete”; outubro, que é o décimo, vem de “oito”, o mesmo ocorrendo com novembro e dezembro.

Como pode ser, então, que o décimo-segundo mês seja denominado dezembro?

Isto apenas demonstra claramente a influência do calendário judaico, que tem março (Nissan) como primeiro mês e não o terceiro, como no calendário gregoriano.

Assim podemos entender por que setembro é o sétimo mês, outubro o oitavo e assim por diante.

(Matéria publicada na Revista Morashá em setembro de 1997)

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