Pérolas Chanucá

Chanucá

Estamos chegando perto de Chanucá, domingo à noite já estaremos acendendo a primeira vela.

Em Chanucá temos dois milagres: 1º) o milagre da guerra, que poucos venceram muitos – os macabeus venceram o exército sírio grego organizado.
Este milagre é lembrado através da reza chamada Halel, na qual louvamos D’us pela vitória, e nós temos também o 2º) milagre, que é bem mais conhecido, relativo àquele pequeno vidrinho de azeite que poderia durar apenas um dia, e que durou 8 dias milagrosamente.

Na realidade houve um milagre através do qual o azeite, cuja força de  combustão era pouca em razão da pouca quantidade, durou na verdade 8 dias e por isso nós acendemos 8 velas de Chanucá, sendo que cada dia acendemos uma vela a mais.

(O ideal seria acender com azeite, para, se possível, lembrar o milagre do azeite. Se não dá, usamos outro combustível, velas, por exemplo, sem quaisquer problemas.)

O azeite nos traz uma lição muito importante, pois, para extraí-lo, nós pegamos a azeitona e é necessário geralmente espremê-la ao máximo – quase que triturá-la totalmente – até começar a sair as gotas de azeite, de modo que vamos encontrar a essência do azeite dentro da azeitona.

Então, naquele momento em que se extraiu o azeite, ele pode iluminar. A  mesma coisa acontece conosco. Quanto mais a gente se espreme, quanto mais uma pessoa é pronta a abdicar de seu ego, sair um pouco de sua zona de conforto, literalmente um pouco anular-se, neste momento, então, a pessoa se torna um receptáculo da Luz divina e pode portanto iluminar ao seu redor.

Esta é a lição de Chanucá e do azeite: a humildade.

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