Os nossos sábios comparam o Tanach, a Bíblia e seus 24 livros ao Beit HaMikdash, o Santuário de D-us. Assim como o Templo Sagrado protegia o Povo de Israel, assim também hoje os Livros do Tanach seguem zelando por toda uma nação. Assim como as oferendas expiavam os erros do Povo, assim é o Tanach.
Da mesma forma que o Templo era composto de três partes principais (o Kodesh HaKodashim, o Santuário e o Pátio), o Tanach é tríplice, formado pela Torá (Pentateuco), Neviim (Profetas) e Ketuvim (Escrituras). No Templo Sagrado haviam 24 grupos de sacerdotes que se revezavam no serviço ao Criador. E o Tanach contém 24 Livros! Realmente, uma herança Divina e milenar que nem ameaças, perseguições ou mesmo tragédias puderam ceifar do “Povo do Livro”; o “Povo do Tanach”.
Estes 24 Livros sagrados são ainda divididos da seguinte forma: 5 Livros da Torá, 8 Livros dos Profetas (contendo duas partes: os primeiros profetas, que abrangem a época da morte de Moisés até a destruição do primeiro Templo e os últimos profetas, compreendendo o período pós-destruição até os homens da Grande Assembléia, estes demarcando o Tanach nos 24 volumes que conhecemos), incluindo os Livros de Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel e os 12 profetas menores. Além de os 12 Livros das Escrituras: os Rolos dos Cânticos dos Cânticos, de Ruth, de Ester, Lamentações, Eclesiastes, e mais os Livros dos Salmos, Provérbios, Jó, Ezra e Neemias (considerado um único volume), Crônicas I e II e Daniel.
Josué escreveu o seu próprio Livro de próprio punho (sendo este concluído por Elazar HaCohen e seu filho Pinchas). Os Livros de Juízes e de Samuel foram redigidos por Samuel (e finalizados pelos profetas Gad e Natan).
E o Livro dos Reis foi escrito por Jeremias. Todos estes, obviamente, profetizaram a palavra Divina, a qual foi fielmente transmitida através de seus escritos.
Grande cuidado deve ser tomado para que o Tanach não seja tomado apenas como um livro de histórias. O Zohar, obra básica da Cabalá, é bastante rigoroso sobre aquele que descaracteriza a Torá de sua dimensão Divina.
O Tanach é um livro sagrado sim, outorgado por D-us. Da mesma forma que vemos na nossa história relatos de anjos que se revestiram com uma aparência humana a fim de serem vistos pelos mortais (como no episódio do patriarca Abraão), assim também os segredos Divinos mais sublimes assumem uma roupagem de narrativa histórica a fim de permitir-nos aprendê-los.
Da mesma forma que de cada porção da Torá aprendemos muitos ensinamentos e até mesmo da repetição insistente do episódio de Eliezer, servo fiel de Abraão (Gênesis 24:1), bem como da lista aparentemente desnecessária dos reis descendentes de Esaú (Gênesis 36:31), a Lei Oral deduz inúmeras leis, igualmente ocorre no Tanach. De cada história, de cada detalhe a princípio casual, o Talmud tira uma série de conclusões. Aliás, um dos motivos da ausência de uma cronologia mais rígida no Tanach é justamente para demonstrar que não se trata de um simples livro de histórias.
Qualquer judeu estudando a Torá, mesmo apenas trechos de histórias dos reis ou profetas, tem a obrigação de pronunciar a benção “Bendito sejas… que nos dá a Torá”, demonstrando o caráter transcendental e Divino das Escrituras.
Desde Moisés, que traduziu a Torá em 70 línguas, passando pela famosa tradução da Septuaginta para o grego, sempre houve uma preocupação em permitir ao Povo que não tem acesso à língua sagrada compreender o conteúdo e explicações do Tanach.
Assim nasceram as famosas traduções para o ladino, iídiche e, mais recentemente, para o inglês e francês, permitindo a todos o acesso ao mundo dos diferentes comentários do Tanach.
Para finalizar, devemos ter em mente a diligência no estudo do Tanach à época de Neemias, na diáspora da Babilônia, exposta no seguinte versículo: “Eles leram no Rolo da Lei de D-us literalmente e deram sentido às palavras, explicando a eles esta leitura.” (Neemias 8:5). E, segundo os nossos sábios, este ato protegia àquela geração exilada.
Que seja a vontade de D-us que nosso estudo permita um aprofundamento no conhecimento do Tanach, resguardando a nossa geração e conduzindo-a à tão esperada Era Messiânica.
 
(Extraído do prefácio do livro Reis I)

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