Por que os judeus são um povo tão migratório? Por que tanta dispersão? Será que podemos encontrar o significado do exílio do povo judeu analisando a panorâmica de sua história ao longo dos tempos?

Eles estão nos quatro cantos do mundo, espalhados por todos os continentes, em todos os países, possuem tantas nacionalidades (nota do autor: 1).

Os judeus são muitas vezes apátridas, poliglotas, comerciantes bem-sucedidos, exatamente por conhecerem os vários recantos do mundo.

Qual é o motivo dessa dispersão? Por que esse povo passa por tantas migrações, diásporas e exílios, consequentemente passando por tanto sofrimento, inquisições, perseguições e aniquilações? Afinal, cada povo merece estar na sua terra, e o habitat natural do povo judeu é a Terra de Israel (nota do autor: 2). Todavia, nós os encontramos em todo canto do mundo. De onde mais podemos tirar o significado do exílio do povo judeu?

Povo empurrado para o exílio (galut)

Nas nossas sagradas fontes consta que o exílio (galut ou golá em hebraico) é uma forma de castigo. Em algumas de nossas orações mencionamos “mipnei chataênu galínu meartsênu – por causa dos nossos pecados fomos exilados da nossa terra”.

Contudo, não pode ser apenas um castigo, e o motivo é muito simples: se todo o propósito da dispersão fosse apenas remover as máculas dos nossos pecados, então o desenvolvimento do exílio deveria ser diferente. Uma vez que os pecados são gradualmente expiados e perdoados (pelo sofrimento do exílio), então as migrações deveriam se tornar progressivamente mais brandas, já que seriam mais fáceis de suportar. Assim a golá seria mais curta, tendo em vista que a parte do pecado já teria sido perdoada.

No entanto, percebemos exatamente o contrário: com o passar do tempo, aumentou a duração e a intensidade do exílio. Nós constatamos que o povo de Israel, além do sofrimento da dispersão, de não estar na sua terra, foi oprimido e perseguido (nota do autor: 3).

Na realidade, a  cada geração, a ocultação Divina foi aumentando mais e mais. Então não podemos de modo algum atribuir ao exílio apenas a função punitiva; deve haver também outros motivos (nota do autor: 4.

Outra visão do exílio

Ao analisar os textos profundos de filosofia judaica e o conceito chassídico da galut (diáspora), perceberemos que o exílio a longo prazo é benéfico. Na linguagem dos nossos Sábios (nota do autor:5).

Isso é chamado de “yeridá letsorech aliyá – uma descida para uma elevação maior”. A própria descida é parte integrante da subida. Assim como alguém às vezes precisar fazer uma pausa para respirar, para reunir mais forças, o mesmo se dá com o exílio. É como destruir uma casa para construir outra melhor.

Se analisarmos mais profundamente o que acontece nesse exílio temporário, nessas dispersões do povo judeu com suas várias migrações, veremos que existe no Plano Divino diversos propósitos benéficos neste processo, tanto para os judeus como para a humanidade em geral (nota do autor: 6). Assim, podemos compreender ainda mais de perto o significado do exílio do povo judeu.

Motivos do espalhamento judaico entre as nações

Nesta breve exposição, tentarei resumir alguns desses motivos que levaram o povo judeu a ser espalhado entre as nações:

a) O primeiro exílio pelo qual passou o povo de Israel ocorreu no Egito, onde fomos escravizados e sofremos as crueldades do Faraó. Na literatura bíblica, o Egito é chamado de “Cur Habarzel (nota do autor: 7) – que é um cadinho onde se derrete metais preciosos.

Em outras palavras, o motivo do exílio no Egito foi para que o povo judeu passasse por uma refinação: assim como o ouro e a prata são refinados no calor e no fogo, o povo de Israel precisava passar pela escravidão para ser refinado, a fim de que retirasse qualquer atitude e natureza pervertida e todo vestígio de idolatria e politeísmo. Esta foi  sua preparação para a outorga da Torá no Monte Sinai. Ou seja, a descida para o Egito foi parte integrante da subida para receber a Lei Divina.

Extraindo o significado do exílio do povo judeu no Egito

O que o Egito fez para os judeus?

Primeiramente, eles se tornaram pessoas mais sensíveis, mais humanas. Por terem passado por tanto sofrimento, eles, a partir daquele momento, não conseguem mais ficar impassíveis à dor alheia. O povo judeu, onde quer que esteja, não pode ver alguém sofrendo à toa, um inocente ser perseguido (E portanto frequentemente estão na vanguarda de movimentos sociais e humanitários).

O Egito criou dentro de nós uma sensibilidade inacreditável. Ele também criou um amor pelo estrangeiro. A Torá lembra ao judeu, repetindo dezenas de vezes, que ele foi estrangeiro em terra alheia, para que saiba como tratar os estrangeiros e alguém que esteja sofrendo.

A dificuldade como catalisador

b) Quando uma pessoa está em dificuldades, ela revela forças ocultas que nem imaginava possuir. Nós sabemos que é na dificuldade que se encontram as oportunidades. De repente são revelados talentos, forças incríveis que até então estavam latentes, quase adormecidas, no fundo da alma (Na literatura mística, estes talentos são chamados “cochot haneelamim”).

A diáspora também tem essa função. O exemplo clássico que os nossos Sábios dão para isso é o de um Rei que tinha um filho herdeiro e queria muito que esse filho aprendesse todas as ciências e as técnicas para futuramente se tornar um governante. Então ele contratou os melhores professores para transmitir a ele todas as sabedorias possíveis.

Mas, em um certo momento, o Rei percebeu que enquanto o príncipe estivesse no palácio, completamente distante da realidade do mundo exterior, seu plano não vingaria, porque quando um indivíduo vive com todo o luxo e o conforto que precisa, bastando apenas estender a mão para ter tudo, então ele não está preparado para a vida.

Passar pela prova

Como esta pessoa reagirá diante de uma dificuldade se ela jamais teve uma dificuldade?

O Rei entendeu que, para o bem do filho, ele precisaria expulsá-lo do palácio. Não bastava o príncipe conhecer apenas a vida dentro das paredes do palácio, mas ele precisava conhecer também outras condições de vida. O Rei disse isso a ele, querendo que, no futuro, ele encontrasse sozinho o seu caminho e retornasse para o palácio.

Não foi nada fácil. Ele deixou o príncipe em uma província remota, e o jovem passou por muitas dificuldades, enfrentando situações bastante complexas e tendo de aprender a se proteger sozinho.

Enxergando o Propósito

O Rei sabia que seu filho passaria por um período complicado, mas estava seguro de que essa era a melhor maneira para desenvolver todos esses traços de caráter que não poderiam ser aprimorados dentro do palácio.

O Rei entendeu que uma pessoa nunca realmente sabe quem ela é, nem consegue maximizar seu potencial, quando depende da outra. Este exemplo, dizem os nossos Sábios, se refere à nação judaica. Quando D’us permitiu a destruição do Templo Sagrado de Jerusalém e mandou Seus filhos, o povo de Israel, para a diáspora, obviamente isso pareceu algo muito negativo. Outrossim, justamente no exílio, nessas migrações distantes, e longe da Terra de Israel, que o povo judeu amadureceu e desenvolveu seus talentos, sua sabedoria, sua forma de se ligar com a Sabedoria Divina.

Obras feitas longe da Terra de Israel

Onde foram compostos o famoso Talmud e o Shulchan Aruch (nota do autor: 8)?

Nós sabemos que o Talmud foi escrito na Babilônia, quando o povo estava fora de sua terra. Naquele momento foi redigido esse mar de conhecimento da Lei Oral.

Quando foi codificado o Shulchan Aruch?

Depois que o povo de Israel foi expulso da Espanha! Então são exatamente essas tribulações da diáspora que permitiram a criação dessas obras extraordinárias, e a lista dos itens biunívocos neste sentido é grande…

Daqui nós vemos que a galut foi capaz de produzir um efeito positivo para o povo de Israel. Esse efeito visto hoje pode direcionar o entendimento para o significado do exílio do povo judeu. No palácio, tudo era conseguido de mãos beijadas, como um favor, mas era um presente gratuito, o que a Cabalá chama de “pão da vergonha” (“nahama dekissufa”), algo que vem sem esforço.

A galut como escola

Inegavelmente foi na galut que ocorreu o oposto; lá o povo de Israel aprendeu a lutar por conta própria, aprendeu a cumprir a sua missão independentemente das dificuldades. Os judeus finalmente aprenderam que os próprios obstáculos são desafios que podem ser enfrentados e superados.

Longe de desencorajá-los, os obstáculos reforçam a sua determinação e estimulam ao máximo o seu esforço. Na verdade, esta foi a maior lição da diáspora: saber lutar.

Por outro lado, também aprendemos o poder da vontade. Alguém que sofre revela dentro de si, naquele momento, uma força de vontade muito poderosa. É sabido que, quando há uma vontade firme e uma determinação inabalável, pode-se perceber que as dificuldades são superáveis e, em grande parte, não passam de fruto da imaginação.

Vencer ou vencer: o significado do exílio do povo judeu

A dispersão no Egito ensinou ao povo de Israel a ter vontade de lutar, vencer, superar as dificuldades e seguir em direção ao Monte Sinai. Foi na diáspora também que o povo de Israel revelou a força do autossacrifício. Isso também inclui o martírio (nota do autor: 9), ou de estar disposto, se necessário, a morrer pelo Judaísmo (nota do autor: 10). E tudo isso devido ao esforço pessoal. Porque o modus vivendi (o Judaísmo) só se torna parte integrante da vida da pessoa se obtido por meio de um esforço extraordinário. Certamente isso pode ser testado quando o judeu arrisca a própria vida para mantê-lo.

Somente algo considerado indispensável e inerente à própria vida pode evocar os poderes mais recônditos da pessoa, até mesmo o autossacrifício, e exemplos disso não faltam na história da diáspora judaica. As dificuldades da galut trouxeram à tona a enraizada fé judaica. Ela foi testada por adversidades e tribulações, e revelaram os mais sublimes potenciais da alma judaica. O que jamais se conseguiu em épocas de liberdade e tranquilidade.

Exílio: Grande benefício para as nações

c) O exílio também trouxe, sem dúvida nenhuma, um grande benefício para as nações. Há uma tradição que diz que, quando as galeras cheias de judeus escravizados rumavam para Roma no século I da Era Comum, um dos grandes sábios judeus, que estava num monte em Israel, olhou para os navios e disse: “A partir de agora o mundo não será mais o mesmo”. Daqui, pois, extraímos mais um pouco o significado do exílio do povo judeu.

Os judeus estavam levando consigo em sua bagagem muitos conhecimentos importantes. é o que o Talmud diz (nota do autor: 11).

A explicação simples é que se os judeus forem perseguidos em algum lugar, pelo menos se salvarão os judeus que estão em outro lugar, uma vez que não estão concentrados em um só local. Porém, existe mais uma explicação: não há dúvida de que o exílio e a dispersão dos judeus pelos quatro cantos do mundo traz um grande beneficio para a humanidade.

Espalhando chessed entre as nações

A bondade de D’us foi que os judeus levaram consigo vários conhecimentos para as demais nações. Encontramos em nossa literatura o exemplo do azeite extraído de uma azeitona. O único modo de extrair um bom azeite é espremendo a azeitona; quanto mais ela é espremida, mais se obtém gotas de azeite, que servirão para iluminar.

Assim também, a diáspora espremeu tanto o povo de Israel, retirando deles o que havia de melhor. Havia mais fundo o significado do exílio do povo judeu em jogo. Eles foram tão espremidos, tão apertados, que a essência deles foi extraída. Para onde vão, levam uma mensagem de luz. D’us ordenou ao povo de Israel para cumprir a difícil e desafiadora missão de divulgar em todos os lugares, até nos recantos mais distantes do mundo, a unicidade de D’us. Difundir o verdadeiro monoteísmo, vivendo conforme os ensinamentos da Torá.

O propósito judaico da moralidade

O povo judeu tem a obrigação de ser um farol de luz, moral, ética e comportamento para as nações (Isaías 60:3). Esta é uma incumbência que nenhum outro grupo ou nação estava disposto a aceitar e cumprir. É uma tarefa bastante difícil. O propósito da dispersão é estar conectado com o destino de ajudar a levar para a humanidade o reconhecimento universal do D’us Todo-Poderoso.

Junto com isso, é óbvio que os judeus levaram seus talentos, seus conhecimentos, seja na ciência, na economia, nas finanças, ou mesmo na filosofia. Você os encontra em todas as áreas. Basta analisar a lista dos prêmios Nobel: constata-se que, embora o povo de Israel seja inferior a 1% da população mundial,  eles já tiveram 15, 20 ou 30% de representantes na lista da referida premiação. E isso em várias ciências. Portanto, algo que nos remete um pouco ao versículo que D’us disse para Jacob (nota do autor: 12).

Uma nação de grandes

O povo judeu nunca foi uma grande nação, mas como disse o Rebe Anterior de Lubavitch, “uma nação de grandes”. Uma nação que leva conhecimentos às outras nações. E isso, sem dúvida, é um dos grandes benefícios da dispersão dos judeus para com a humanidade. Esse é um legado que fortalece o significado do exílio do povo judeu.

d) O exílio e a dispersão dos judeus devem ser encarados com um alcance muito mais amplo no plano Divino. Uma preparação para o propósito Divino da revelação de uma luz maior, de uma grande iluminação espiritual. Esse é o significado do exílio do povo judeu, de modo que, mesmo sabendo que o exílio provocou uma intensificação da escuridão, com mais materialismo, insensibilidade, conflitos, injustiça e miséria. Isso todavia demonstra a aproximação da grande luz da Redenção.

Insight transformador

O exemplo trazido pelos nossos mestres é o seguinte (nota do autor: 13): um professor está lecionando para seus alunos. De repente, surge em sua mente uma inspiração, uma nova dimensão de um conceito profundo que, subitamente, está sendo revelada a ele. É como extrair o significado do exílio do povo judeu visto em paralelo.

Para poder absorver este conceito e entendê-lo apropriadamente, e depois transmiti-lo aos seus alunos, ele para um instante para pensar e internalizá-lo. Nesse momento, os alunos percebem que a comunicação com o professor foi interrompida. Ele não está mais ensinando, mas na verdade seu propósito final é revelar algo novo com muito mais intensidade e profundidade.

Mas o que se vê na prática é que ele parou de se comunicar momentaneamente com seus alunos. E é exatamente isso o que acontece com a nação judaica: a dispersão e a destruição são temporárias. Seu propósito final é alcançar uma luz maior; e isso ocorre para o nosso próprio benefício (nota do autor: 14).

A diáspora como preparação

Assim como falamos que a escravidão no Egito foi necessária como preparação espiritual para a outorga da Torá no Monte Sinai, hoje também o longo exílio e as diásporas do povo de Israel são uma preparação para a grande luz da Era Messiânica (nota do autor: 15). Isso aponta para o farol ou o significado do exílio do povo judeu na história da criação Divina.

Naquela época haverá uma grande revelação Divina para o mundo inteiro de forma muito elevada e eterna. A partir daí, não haverá mais conflitos nem guerras e injustiças, mas apenas harmonia, paz e respeito.

Prova disso é que as pessoas que vivem na época do exílio não o merecem, porque elas não cometeram nenhum erro especial. Muito pelo contrário, são pessoas de alma forte o bastante para suportar este teste e cumprir sua missão, passando por todas as provações causadas pelo exílio.

Faísca de santidade

Mesmo que a escuridão da galut pareça estar cada vez mais intensa, esta é comparável à hora mais sombria do crepúsculo antes do amanhecer; vivemos na madrugada que chega ao máximo de sua escuridão antes da grande revelação, que é muito iminente.

e) De acordo com os ensinamentos místicos, em todo o universo e dentro de cada criatura, até mesmo nos minerais, existem faíscas Divinas ocultas por trás da matéria. Uma faísca de santidade que constitui a “alma” de cada elemento. A dispersão dos judeus tem por objetivo elevar e redimir essas faíscas Divinas desde que as temos espalhadas pelos quatro cantos da terra (nota do autor: 16).

Refinamento em curso

Na realidade, eles estão elevando e refinando a matéria (nota do autor: 17).

Quando um judeu utiliza algo direta ou indiretamente para servir o Criador, ele rompe a casca da materialidade e revela sua essência Divina e sua razão de ser.

Por isso acreditamos que, aonde quer que a Divina Providência leve o judeu, não é uma mera coincidência, mas uma oportunidade especial de se envolver e redimir essas faíscas distantes.

Conforme diz o Salmista: “MeHashem mits’adei guever conanu – Os passos do homem são estabelecidos por D’us” (nota do autor: 18).

É bom lembrar que, de acordo com algumas opiniões, é condição sine qua non que os judeus cheguem a todos os recantos do mundo. Antes mesmo da revelação Divina no advento da Era Messiânica, para depois serem todos reunidos e retornarem de todos os rincões do mundo à sua terra. São opiniões que corroboram com o significado do exílio do povo judeu.

Resumindo aspectos da dispersão

Alguns acham (nota do autor:19) que é imprescindível os judeus chegarem a todos os lugares mais remotos e distantes para ocorrer a grande Redenção. Tendo analisado alguns aspectos da dispersão, resta apenas a pergunta: será que os judeus estão cumprindo sua missão no exílio? É possível continuar leal e fiel mesmo sendo perseguido e oprimido? É possível manter sua integridade diante de todas as adversidades da diáspora? Enfim, é possível mesmo analisar o significado do exílio do povo judeu tendo por base essa perspectiva?

A resposta judaica, baseada em 2.300 anos deste último exílio (nota do autor: 20) é um sonoro “Sim”. No Egito, judeus preservaram a santidade e a solidez da família. Nas Cruzadas dos séculos 12 e 13, mantiveram sua fé intacta, apesar dos massacres, violações e pilhagem. Nos campos de concentração nazistas, preservaram seu respeito pela vida e pela propriedade alheia.

Sendo assim, chegou o momento de clamar “Até quando?” (nota do autor: 21) e rezarmos para que seja a vontade do Todo-Poderoso que todos os exilados possam retornar à sua terra, conforme as palavras do profeta (nota do autor: 22)  brevemente, em nossos dias, Amên.

(Introdução ao livro Recordações dos Primórdios da imigração Judaica em S. Paulo – Editora Maayanot – 2013)


Notas do Autor:

1. Na história do antissemitismo, uma das acusações contra o povo judeu era a de serem  “cosmopolitas”. Outros aproveitaram para afirmar que é um povo condenado a errar para sempre. O que, sob uma lente mais profunda, dá-nos uma dimensão ampliada para o significado do exílio do povo judeu.

2. Gênese 17:8.

3. As crueldades romanas, os massacres das Cruzadas, a Inquisição na Espanha e Portugal, os horrores do Holocausto nazista, etc. Os horrores, aos quais os judeus foram submetidos (como o sofrimento de inocentes e crianças) desafiam qualquer proporção lógica de pecados cometidos no passado ou presente. Por exemplo, é inconcebível explicar o Holocausto como um castigo Divino, pois não existe maldade que possa justificar um sofrimento como o Holocausto)

4. Likutei Sichot, vol. 2, p. 361)

5. Talmud da Babilônia Macot 7b.

6. É por isso que D’us, no pacto que fez com Abraão, já o avisara que seus filhos futuramente seriam exilados (Gênese 15:13).

7. Deuteronômio 4:20, I Reis 8:51, Jeremias 11:4, Torá Or, do Alter Rebe, p. 74)

8.Código da Lei Judaica, de autoria de Rabi Yossef Caro. Para uma biografia completa, ver Faróis da Sabedoria – Rabi Yossef Caro, Editora Maayanot,2013)

9.Tal como os mártires das Cruzadas, inquisições, pogroms, etc., que não abdicaram sua fé até o último suspiro, apesar de terem a possibilidade de se salvar, abandonando sua religião e aderindo a outros cultos.

10. Obviamente em condições extremas de coerção e perseguição, pois a Torá prioriza e dá valor à vida.

11. Pessachim 87b. “Tsedacá assá HaCadosh Baruch Hu im Israel shepizran ben ha’umot – D’us fez uma bondade com o povo de Israel, espalhando-os entre as nações”.

12. Gênese 46:3: “Al tirá merdá mitsraima ki legoi gadol assimcha sham – Não tenha medo de descer ao Egito, porque lá farei de você uma grande nação”.

13. Likutei Sichot, idem).

14. Similarmente, o Salmista compara o exílio ao sono (44:24; 126:1), quando diminuem as atividades do nosso corpo. Mas isto é apenas superficialmente, porque o corpo rejuvenesce e recupera as energias durante o sono. O mesmo ocorre com a dispersão, que renova e fortalece os laços entre o Criador e as criaturas.

15.Ver Torá Or, idem. A lógica também dita que se os judeus voltarem à mesma situação anterior ao exílio, qual seria o propósito deles saírem de sua terra?.

16. Este foi o motivo do exílio no Egito e a saída de lá com muitos bens (Êxodo 12:36; Gênese 15:14), Talmud Berachot 9a, b. Uma vez que o Egito foi “esvaziado” de suas faíscas Divinas, a Torá proíbe que os judeus voltem a morar no Egito (Deuteronômio 17:16)). O povo de Israel que chega nos lugares mais remotos do mundo, e observa a lei da Torá, cumprindo suas obrigações e mitsvot (em sua grande maioria realizadas com objetos físicos e materiais). Encontramos aqui outro aspecto para o significado do exílio do povo judeu.

17.Este conceito se chama berur hanitsotsot. Ver Or Hachaim (início da Porção Massei) e Keter Shem Tov (adendos 164)

18.Salmos 37:23.

19.Rabino Menashe ben Israel, em seu livro Micvê Israel. Ver também o livro Chachmei Recife VeAmsterdã (em hebraico) p. 46, n. 36), baseados no versículo “E D’us te espalharás entre todas as nações de uma extremidade da terra até a outra”  (Deuteronômio 28:64; ver também Daniel 12:7). Aqui notamos que há um Propósito Divino envolvendo o significado do exílio do povo judeu.

20.Em geral, a literatura talmúdica menciona quatro exílios pelos quais os judeus passaram  após o Egito: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma.

21.Salmos 74:10; Daniel 12:6.

22.(Isaías 51:11): “Upduiei Hashem yeshuvun uvau Tsion beriná – E os redimidos por D’us retornarão e virão a Tsion com cânticos”.

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