Em todos os nossos serviços, tanto o matutino (Shacharit) como o vespertino e o noturno (Minchá e Arvit), há uma oração que se destaca das demais, pois é recitada em voz alta e contém vários trechos que são respondidos pela congregação. Estou me referindo à reza do Cadish, que, pela sua importância, é proferida em diversos momentos dos serviços religiosos ou após os estudos. Ela é pronunciada pelo chazan, pelo órfão e pelos estudiosos.
Muito já foi escrito e falado a respeito da importância da recitação do Cadish. Mesmo as pessoas que não costumam frequentar diariamente a sinagoga, quando, D’us nos livre, perdem um parente próximo, cuidam de recitar o Cadish pela elevação da alma do falecido. Conforme o dito popular: tefilot avot tiknum – “os pais (falecidos) são a causa das orações de seus filhos” (literalmente: “as orações foram compostas pelos Patriarcas”).
Todavia, muito pouco foi escrito e ensinado sobre a importância e a forma correta de responder o Cadish, apesar de este assunto ser abordado no capítulo 56 do Shulchan Aruch (Orach Chayim) sob o título “Din aniyat haCadish al yedê hacahal”.
Consta no Zôhar (porção Noach) que, quando o povo de Israel responde “Amên yehê shemê rabá” no Cadish, o Todo-Poderoso enche-Se de compaixão e garante vida a todos. Responder o Cadish é algo muito querido aos olhos de D’us, traz muitos benefícios e tem o poder de impedir muitas adversidades (Meam Loez, Vaierá). No Talmud encontramos em diversos lugares que, quando o povo de Israel responde o Cadish nas sinagogas, dedos acusadores apontados para ele são anulados e graves decretos são abolidos. Sendo assim, podemos entender melhor as palavras do Arizal, de que aquele que se abstém de responder o “Amên yehê shemê rabá” do Cadish fica temporariamente afastado do Criador.
Para ilustrar melhor, cito aqui um trecho do Pirkê Hechalot: “Disse o grande tána Rabi Yishmael, Cohên Gadol: O anjo responsável do Palácio Supremo me contou, chorando e soluçando, ‘Venha aqui na Câmara dos Tesouros e lhe mostrarei o que estava previsto para o povo de Israel’. Ele abriu a porta e me mostrou cartas com decretos de terríveis aflições, flagelos e adversidades. Ele falou que novos decretos são feitos diariamente, mas quando a nação de Israel se congrega na casa de orações e estudos e responde “Amên yehê shemê rabá”, nós não permitimos que estas cartas saiam desta sala’.
Infelizmente, mesmo entre os frequentadores diários dos batei knessiot, muitos ainda desconhecem a grave falha das conversas fúteis durante as orações (sichá betelá), e principalmente a leviandade (calut rosh) durante o Cadish.
Esta conscientização serve de incentivo para responder “Amên yehê shemê rabá” do Cadish com a devida vitalidade e entusiasmo, e assim abrir, neste mundo ainda nebuloso, janelas cheias de luz.
 
(Extraído do prefácio do livro A importância de responder Amên, Yehê Shemê Rabá)

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