Diz o ex Rabino-Chefe da Grã-Bretanha, Lord Jonathan Sacks, em suas belíssimas “Cartas à Próxima Geração”:
Ter filhos é muito mais do que receber um presente dos céus. É uma responsabilidade. Para nós, judeus, é a responsabilidade mais sagrada que pode haver. Disto depende o futuro do povo judeu. Nosso povo sobreviveu durante 4.000 anos porque, em cada geração, os judeus consideraram como mais alta prioridade a transmissão de sua fé aos filhos. Eles santificaram o casamento e consagraram o lar judaico. Construíram escolas e casas de estudo. Fizeram da educação o diálogo entre as gerações.
Eles consideravam o judaísmo da mesma forma que um aristocrata inglês encarava seu lar majestoso: você vive nele, mas não é realmente seu dono. Ele foi entregue a você por teus antepassados e cabe a você entregá-lo às futuras gerações, intacto, preservado e, se possível, embelezado e enaltecido, coisa que fará com dedicação, pois sabe que esta é a tua herança. É o que faz tua família ser especial e diferente das demais. Se você a perder, vender ou permitir que ela se transforme em ruínas, terá praticado um ato de traição.
Isto é o essencial. Em média, atualmente, na Diáspora, de cada dois jovens judeus um decide não se casar com um parceiro judeu e não construir um lar judeu. Desta forma, não têm filhos judeus e não dão continuidade à Historia Judaica. Isto é uma grande tragédia.
Há muitas razões para as altas taxas de assimilação na vida judaica, mas uma delas é fundamental. Somos os herdeiros de varias gerações de judeus que eram ambivalentes sobre a forma de ser judeu. Não os julgo, nem vocês devem fazê-lo. Entre 1880 e 1930, viveram numa época de grande antissemitismo. Veio então o Holocausto. Quem naqueles dias poderia condenar alguém por dizer o que disse Heinrich Heine: “O judaísmo não é uma religião; é uma desgraça.”
Mas há muito tempo aqueles dias ficaram para trás. Um dos maiores presentes que podem dar aos seus filhos é deixá-los ver como vocês vivem com orgulho vossa identidade. Sua mãe e eu procuramos mostrar da melhor forma que pudemos que, para nós, o judaísmo é nossa herança, nossa mansão majestosa, o presente que recebemos dos que viveram antes de nós; a maior tentativa em toda a história de criar uma vida de justiça, compaixão e amor, como forma de trazer a Presença Divina dos céus à terra, de modo que ela ilumine nossas vidas com a tenra radiação da eternidade.
Não podemos viver a vida dos nossos filhos. Eles são livres. Farão suas próprias escolhas. Mas podemos mostrar o que amamos. Se vocês querem ter netos judeus, amem o judaísmo e o vivenciem com um sentimento de alegria e privilégio.”
O casamento e a felicidade conjugal não são apenas uma aventura, mas algo muito mais sério, envolvendo emoções, sentimentos, frustrações, gerações futuras, etc.
O casamento misto, coibido por todas as religiões, não é uma questão de discriminação. Ao contrário, o amor que um cônjuge sente pelo outro obriga-os a querer o máximo de felicidade para ambos, o que não é possível quando existem tantas diferenças e incompatibilidades. O casamento deve ocorrer entre pessoas com os mesmos ideais e tradições, ansiando por um caminho comum para os seus filhos.
As estatísticas demonstram que as distintas bagagens espirituais e educacionais de cada indivíduo por fim acabam se manifestando e se chocando, criando conflitos insuperáveis, que acabam em ruptura ou num casamento de aparências, muitas vezes com graves conseqüências.
O compromisso do casamento nada mais é do que uma instituição Divina, e não uma invenção humana, conforme diz o versículo: “Um homem, portanto, deixará seu pai e sua mãe e se unirá com sua mulher…” (Gênesis 2:24)
 
(Extraído do prefácio dos livros Amores Impossíveis e Zlata, não olhe para trás)

Legal Saber JUDAÍSMO!
Estudando a filosofia chassídica
Um rebe no inferno nazista
Artes Plásticas e Judaísmo: “Os Quatro Vagões de Sobrevivência” de Gershon Knispel
Templos, profetas e sábios
Um memorial para a imigração judaica no Brasil
Rashi – O mestre do povo judeu
O sentido da oração
O Brasil recebe as comunidades judaicas
Criptojudaísmo e conversos
Reencarnação e Judaísmo
OS JUDEUS ORIUNDOS DO EGITO
Como o judaísmo encara os objetos voadores não identificados e a possibilidade de vida em outros planetas?
Não adianta transmitir um judaísmo adaptado e maquiado, Judaísmo é um privilégio.
O tesouro dos conselhos do Rebe de Lubavitch
A RAINHA ESTER NOS DIAS DE HOJE
A SABEDORIA DO REI SALOMÃO: PROVÉRBIOS
A GRANDE DEDICAÇÃO DE RUTH, MULHER EXEMPLAR
A SABEDORIA DO REI SALOMÃO: CÂNTICO DOS CÂNTICOS
A SABEDORIA DO REI SALOMÃO: ECLESIASTES
O significado do 45º aniversário
USANDO A TECNOLOGIA A FAVOR DA TORÁ
TRATADO SOBRE A RESSURREIÇÃO DE MAIMÔNIDES
OS TRÊS COMPONENTES DO UNIVERSO
RABI LEVI YITSCHAK DE BERDITCHEV – O DEFENSOR DO POVO JUDEU
O HOLOCAUSTO NÃO É UM CASTIGO
OUVINDO AS MENSAGENS DA VIDA
OS JUDEUS NOS PAÍSES MUÇULMANOS
A ESTRUTURA DO TANACH (A BÍBLIA JUDAICA)
O RESPEITO DEVIDO À ORAÇÃO DO CADISH
O perigo das drogas e dos vícios
O PERIGO DA ALIENAÇÃO E DO CASAMENTO MISTO
O PENSAMENTO CHASSÍDICO SOBRE A CRIAÇÃO
O papel da mulher no Judaísmo
ALEPO, EXEMPLO DE ERUDIÇÃO E BENEVOLÊNCIA
O PROPÓSITO DE NOSSA EXISTÊNCIA
O BAAL SHEM TOV E O AMOR INCONDICIONAL
KITSUR SHULCHAN ARUCH – A OBRA PRIMA DA LEI JUDAICA
JERUSALÉM, OLHO DO UNIVERSO
IMIGRAÇÃO JUDAICA: DE SHTETEL PARA AS COLÔNIAS NO SUL DO BRASIL
PORQUE CONTAR AS HISTÓRIAS CATIVANTES DO REBE DE LUBAVITCH?
DESENVOLVENDO NOSSO CARÁTER
FÉ E CIÊNCIA
DANDO SENTIDO E SIGNIFICADO EM NOSSA VIDA
OS CONFLITOS NA TERRA SANTA
CASHER HOJE
+