O Kadish e o luto judaico estão na verdade interconectados. O primeiro é um louvor e uma exaltação ao nome de D’us para fortalecer o enlutado numa hora de luto.

As palavras “Yitgadal Veyitkadash” significam literalmente o engrandecimento, a santificação e o enaltecimento de D’us.

Apesar de, aparentemente, a prece não ter relação com o enlutado, oferece-lhe consolo. E isso justamente porque sabemos que cada vez que um parente fala o Kadish, eleva a alma do ente querido falecido.

Relação entre o Kadish e o luto judaico

Na realidade, há várias explicações sobre a ligação entre o Kadish e o luto.

Para entender uma delas, usaremos uma analogia de um general e seu exército. Vamos partir do princípio de que sua força dependerá do número de soldados que possuir. Ou seja, se ele perder alguns homens, seu exército enfraquecerá e, consequentemente, o seu poder diminuirá.

Nós, judeus, no entanto, sabemos que, em se tratando do Rei de todos os reis, do General de todos os generais, é diferente.

Ele também tem o Seu Exército. E o povo de Israel é a tropa de elite escolhida para algumas missões e para uma em especial: servi-Lo.

A eternidade da alma

Ao contrário do general comum, no entanto, a perda de alguns homens, ou seja, a sua morte, não enfraquecerá o exército, nem o general; pelo contrário.

Nós, judeus, acreditamos na eternidade da alma. Sabemos que a doença, um acidente e a morte atingem apenas o corpo.

A alma, que é energia Divina, que é o sopro Divino, é eterna como D’us. Portanto, apesar da separação entre o corpo e alma, esta última nunca deixa de existir, apenas volta à sua origem – que é o Criador.

Esta é a razão pela qual um órfão, um enlutado, reza o Kadish e louva a D’us. Com as palavras “Yitgadal Veyitkadash”, ele está afirmando sua confiança em D’us. Demonstra a certeza de que a alma de seu ente querido está com o Divino.

Portanto, “Grande e Santificado” continua o General-D’us. É uma demonstração de aceitação do julgamento divino, pois ele tem certeza de que a morte é só física. Sua fé é a de que a alma é eterna e retornou, pois, ao Criador.

(Matéria publicada na Revista Morashá em setembro de 1997)

 

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