“Não matarás” é o sexto mandamento Divino dos dez que se encontram nas Tábuas da Lei. Isso significa que devemos preservar a vida humana, e não abreviá-la.  Assim, o aborto no judaísmo é proibido, uma vez que, para o judaísmo, a vida começa no momento da concepção. Sendo assim, o aborto não é permitido porque infringe essa proibição.

O motivo é que consideramos o feto um ser vivo, que possui alma, e por isso evitar um aborto é equivalente a salvar uma vida.

O fato de a criança estar ainda na barriga da mãe em nada altera a proibição de tirarem-lhe a vida. A não ser em casos extremos e raros, como perigo de vida para a mãe ou doenças congênitas gravíssimas, onde uma autoridade rabínica sempre deverá ser consultada, não se permite o aborto em nenhuma instância.

O aborto só é permitido no caso de o feto atentar à saúde da mãe e a gestação ser considerada perigosa para ela. Não faz diferença se o perigo é de ordem física ou mental. Neste caso, dá-se preferência à vida da mãe, por ela ser um ser vivo independente.

Matar somente em legítima defesa nos diz a Torá

A base para isso na Torá está na lei chamada de “rodêf” (perseguidor). Por exemplo, se caso alguém esteja em seu encalço para matá-lo. Nesta situação você tem o direito e o dever de se defender e, em nome da legítima defesa, até mesmo matar seu perseguidor. Isso se não houver outra alternativa.

Todavia, se a criança já nasceu parcialmente, ou seja, se a testa ou a perna já saiu, não mais é permitido dar prioridade à vida da mãe. Neste caso, o bebê já é considerado um ser vivo independente, tal qual a mãe.

No caso de o feto não causar perigo à mãe, o Judaísmo sustenta que o aborto não pode ser feito em hipótese alguma. Isso mesmo que os pais não queiram a criança.

Porém, entre os legisladores rabínicos há quem permite o aborto no judaísmo. Por exemplo, no caso de o feto apresentar problemas congênitos graves que possam acompanhá-lo por toda a vida. Assim como acontece com a doença de Tay-Sachs, ou quando ele, comprovadamente, não viverá por muito tempo, como no caso de anencefalia.

Obviamente que em cada caso deverá ser consultada uma autoridade rabínica competente nessa área antes de se tomar qualquer decisão.

Tudo isto diz respeito à Halachá, a Lei Judaica.

Para o Zohar, o aborto no judaísmo é um pecado grave

O sagrado livro do Zohar, obra de base do misticismo judaico, considera muito grave qualquer ato feito para cessar uma gravidez. Assim, salvo se for para salvar a vida da mãe, o aborto é permitido, pois a gravidez é uma edificação e uma obra Divina.

Qualquer ato feito para interrompê-la estaria indo contra a vontade do Criador. Enfim, o aborto no judaísmo é proibido.

Às vezes, uma alma precisa descer e reencarnar neste mundo, mesmo que para viver por dias ou horas. Vem assim somente para completar e concluir sua missão.

Vários sábios cabalistas afirmam que, às vezes, uma alma muito elevada desce a este mundo num corpo imperfeito. Pode vir num corpo em estado de demência, pois um corpo normal não a comportaria.

Sem dúvida, os pais ficam aflitos com uma criança que necessita de cuidados especiais por toda a vida. Todavia, certamente eles recebem de D’us forças espirituais adicionais para esta nobre missão.

De qualquer forma, devemos manter nossa fé e confiança no Todo-Poderoso. É preciso ter sempre em mente que os caminhos de D’us são insondáveis. Assim como diz o Profeta (Isaías 55:8): “Pois Meus pensamentos não são os seus pensamentos e Meus caminhos não são os seus caminhos”.

Na tão almejada época messiânica, entenderemos os mistérios e enigmas da vida.

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