Apesar desta lei fazer parte das leis ininteligíveis, aquelas cujos motivos D’us não nos deu, na literatura rabínica encontram-se várias explicações para esta proibição. Assim, não é permitido misturar carne com leite no judaísmo.

Obviamente, mesmo sem estas explicações a lei tem que ser observada ao pé da letra.

Maimônides escreve que a proibição de misturar carne com leite decorre de um verso. Este diz “não cozinharás o bezerro no leite da mãe”.

O leite da mãe foi criado para que esta alimente seu filho até que ele esteja em condições de fazê-lo sozinho.

O leite foi criado, portanto para proporcionar vida e não morte. É um ato de crueldade usar o leite da mãe para cozinhar, pois, algo que simboliza a vida não pode trazer morte.

Maimônides considera que esta lei envolve uma questão de crueldade para com os animais. E nós bem sabemos que a Torá se preocupa muito com isto.

Misturar carne com leite no judaísmo é como misturar severidade (guevurá) com bondade (chessed)

A carne — vermelha lembra o rigor, a severidade. O leite — branco lembra a bondade. Estas são duas forças opostas que não devem ser misturadas. Assim como não se deve entrelaçar os dedos da mão esquerda com os da mão direita.

Então, a direita representa a bondade, enquanto a esquerda a severidade.

Outra explicação que consta nos livros mais místicos: Temos uma grave proibição na Torá — a de consumir sangue.

O sangue é portanto a vida do animal. Apesar de D’us ter permitido, após várias gerações, que o Povo de Israel comesse carne, nunca deixou que ele consumisse o sangue.

O sangue é a vida, a vitalidade do animal. Os sábios dizem que o leite é um derivado do sangue e se cozinharmos carne com leite este volta a seu estado original que é o de sangue. Assim, misturar carne com leite no judaísmo cai em clara proibição rabínica.

(Publicado na Revista Morashá em abril de 1995)

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