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No processo migratório das diversas comunidades judaicas nos últimos dois milênios, podemos encontrar algumas semelhanças: mesmo tendo deixado seus lares às pressas, abandonado seus bens devido aos ódios, perseguições e pogroms e enfrentado os maiores obstáculos, os judeus jamais tiveram sua fé e tradição enfraquecidas. Por todos os lugares onde iam, atravessando mares e continentes, nunca deixaram de rapidamente erguer novas comunidades, sempre trazendo seus rabinos, melamdim (professores de crianças), shochatim (abatedores rituais de animais), mohalim (peritos em realizar a circuncisão), etc., e mesmo depois de se estabelecerem em seus novos lares sempre priorizaram a construção de suas sinagogas e micvaot (banhos para imersão ritual), casas de estudo e escolas.
Isso não foi diferente em Quatro Irmãos. A começar pela visão dos seus colonizadores que, no intuito de salvar a vida dos judeus das perseguições anti-semitas do Velho Continente, vislumbraram um Brasil acolhedor e seguro, não poupando esforços para adquirir as terras necessárias para o estabelecimento da Colônia.
Além disso, podemos constatar o heroísmo e o pionei­rismo dos novos imigrantes através dos relatos do seu dia-a-dia; a luta e o sacrifício que enfrentavam, sem que isto diminuísse o entusiasmo e o sonho de construir uma autêntica vida judaica em pleno solo brasileiro. Aliás, esta harmonia entre camponeses, agricultores, vaqueiros, madeireiros e judeus observan­tes já havia sido pregada e incentivada pelo segundo Rebe de Lubavitch, Rabi Dov Ber Schneuri  (1773 – 1827), que angariava fundos para a colonização de terras pelos judeus oprimidos na Rússia czarista, oferecendo-lhes meios para batalharem por uma vida judaica no campo.
Não podemos nos esquecer de ressaltar o respeito pela tradição e o temor a D’us que também constituíam sua marca registrada, o judaísmo trazido de forma integral de seus lares, os pequenos “shtetels” (aldeias) europeus.
 
(Extraído do prefácio do livro Memórias da Colônia de 4 Irmãos, Editora Maayanot)

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LocalidadesVelas de Shabat para 16/08/19HorárioFinal do Shabat 17/08/19Horário
S. PauloAcendimento das Velas:17:30Término do Shabat:18:24
R. de JaneiroAcendimento das Velas:17:17Término do Shabat:18:12
Belo HorizonteAcendimento das Velas:17:23Término do Shabat:18:17
RecifeAcendimento das Velas:16:59Término do Shabat:17:50
SalvadorAcendimento das Velas:17:08Término do Shabat:18:01
CuritibaAcendimento das Velas:17:39Término do Shabat:18:34
Porto AlegreAcendimento das Velas:17:40Término do Shabat:18:37
Fonte: chabad.pt

 

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