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A crueldade do Holocausto, pelo seu caráter único, não pode ser comparado a nenhum outro assassínio em massa. Não há pois explicação lógica para o massacre brutal de seis milhões de judeus, nem mesmo explicação teológica. Assim, seria uma presunção enorme e uma maldade poder haver um “motivo” para a morte e a tortura de milhões de homens, mulheres e crianças inocentes.

Apesar de existir atualmente uma vasta literatura e pesquisas sociopsicológicas sobre os comportamentos e as atitudes durante a Shoá, o assunto continua transcendendo o raciocínio humano.

As fontes do mal, nominalmente o hitlerismo, são muito variadas: a obediência cega à hierarquia, a procura do bode expiatório, que permite ao indivíduo acreditar que os seus problemas são solucionados responsabilizando o outro, a educação autoritária, cuja finalidade Hitler resumiu através da seguinte tirada: “Quero uma juventude brutal, destemida e cruel, que não cede nem à fraqueza, nem à doçura, e que a luz da presa brilhe nos seus olhos”.

Porém tudo isso não explica as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial. Mesmo se o Satan reunisse todos os pecados da humanidade desde a Criação até hoje, não justificaria a matança de um milhão e meio de bebês e crianças.

A santidade da vida atingida pela crueldade do Holocausto

Os fogos da Noite dos Cristais, seguidos pelas câmaras de gás de Auschwitz, e os crematórios de Maidanek, entre outros, foram produtos da teoria racial germânica.

Os judeus, porém, mesmo nas piores circunstâncias, insistiram em conservar sua moralidade exemplar. É surpreendente como os israelitas, em condições sub-humanas, mantiveram seu semblante Divino brilhando.

O Dr. Azriel Carlbach, editor do jornal israelense Maariv, escreveu o seguinte: “As vítimas do Holocausto não se tornaram santas pela sua morte, e sim foram santas durante sua vida. As cidades que foram destruídas encontravam-se num nível ético que nenhuma nação, em circunstâncias similares, poderia alcançar. Os nazistas não destruíram os guetos porque estes espalhavam tifo e outras doenças, mas porque, apesar de sua superlotação, irradiavam raios de luz e germes de santidade. Eles queimaram as casas judias porque elas fazem parte das poucas casas que uma nação construiu sem oprimir outra nação. Eles não mataram os judeus porque eram mais fracos do que eles, mas porque eram melhores do que eles”.

Negação do Holocausto não mexe uma vírgula na História

Passaram-se apenas 70 anos, e, por incrível que pareça, já existem movimentos revisionistas. Eles tentam em vão negar a crueldade do Holocausto. Contudo isso contribui no recrudescimento do antissemitismo no Velho Continente.

Pseudocientistas e pseudo-historiadores ousam pois destruir a história. Divulgam pelo mundo, através das redes sociais e outros meios baratos de comunicação, que o Holocausto nunca existiu. Dizem que tudo isso não passaria de mentiras divulgadas por judeus e sionistas. Ou seja, negam a barbárie e a crueldade do Holocausto que vitimou milhões de judeus inocentes.

Nesta conjuntura atual, quando a memória e a consciência universal estão enfraquecendo, torna-se uma obrigação moral entrevistar e registrar os relatos de inúmeros sobreviventes do Holocausto, deixando um testemunho perpétuo e incontestável para a humanidade.

Não basta então um dia de lembrança da crueldade do Holocausto por ano. É preciso, no entanto, todos os dias do ano celebrar o fracasso do nazismo.

São entrevistas como estas que nos permitem refrescar nossa memória. Fazem-nos conhecer, infelizmente, os detalhes da vida cotidiana no inferno dos campos da morte.

É somente quando lemos estes relatos, ou assistimos as entrevistas filmadas, que podemos imaginar um pouco (uma fração mínima da realidade maior) o que os nossos antepassados sentiram na pele.

Atrocidades que revelam uma inominável crueldade

Sem estes testemunhos, como saberíamos que os milhares de prisioneiros de Gunskirchen tinham apenas 20 latrinas à sua disposição, e que qualquer um que se aliviava em outro lugar era abatido pelos SS?

Quem nos contaria que em muitos dos trens que iam para Buchenwald, abarrotados de centenas de judeus, apenas oito chegavam com vida?

E que, certa vez, durante a viagem, um homem percebeu uma pequena estalactite de gelo no teto do vagão, subiu para morder um pedaço e desceu sem lábios?

Como saberíamos a crueldade dos nazistas que amarravam as pernas das mulheres em trabalho de parto, para que elas morressem, junto com seus bebês, com sofrimentos atrozes?

Quem nos revelaria que os soldados americanos, quando libertaram os campos, deram alimentos e cigarros aos esqueletos ambulantes, e estes comeram todos os cigarros, sem fumar um sequer.

A lista destes relatos é muito mais extensa e macabra. Contudo já é o suficiente para entender a importância de transmitir as histórias de vida de refugiados e sobreviventes do nazismo.

Rogamos ao Todo-Poderoso que estes testemunhos possam ser mais um tijolo na grande muralha protetora dos males que geram a intolerância, a xenofobia e o antissemitismo. Que a humanidade possa merecer, rapidamente em nossos dias, o cumprimento da profecia messiânica, de que “uma nação não levantará a espada contra outra nação, e não aprenderão mais a travar guerras” (Isaías 2:4), pois “a terra estará repleta do conhecimento Divino, como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:9).

(Extraído da introdução do livro “Vozes do Holocausto”)

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Fonte: chabad.pt

 

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