Cirurgia plástica e judaísmo possuem alguma correspondência em alguns casos. Contudo, devemos diferenciar que tipo de cirurgia será feita e qual a sua necessidade.

Hoje em dia as cirurgias plásticas se tomaram corriqueiras. Ao achar um pequeno defeito estético, muitos recorrem imediatamente à correção cirúrgica.

Nossos sábios, os legisladores de hoje, dizem claramente que não se deve recorrer a uma cirurgia plástica sem motivo. Isto poderia ser considerado até uma falta de fé. Ao se modificar, sem que haja necessidade, um defeito menor que não atrapalhe, seria uma forma de tentar modificar o que D’us criou.

Mas quero que fique bem frisado o “sem que haja necessidade”

Cirurgia plástica e judaísmo: quando a necessidade é imperante

Agora, quando há necessidade, como D’us nos livre, no caso de alguém que se salvou de um incêndio ou uma guerra, como os soldados de Israel, e têm que reconstituir algumas partes do corpo, para voltar a ter sua antiga aparência, não somente é permitido, mas aconselhado.

Este tipo de cirurgia é, sem dúvida alguma, uma grande “mitsvá”.

Um ser humano está sendo ajudado a ter de volta sua dignidade, a aparência com que foi criado.

Nossos sábios dizem que isto se aplica não necessariamente só a acidentes graves.

Suponhamos que uma pessoa sinta-se frustrada, deprimida, acreditando que um defeito no corpo, eventualmente, atrapalhará seu futuro.

Assim, se uma moça sente-se constrangida, humilhada por causa deste defeito, e a cirurgia, pode eliminar esta humilhação, esta sem dúvida é permitida.

Então, a resposta para a cirurgia plástica não pode ser uma resposta absoluta, depende de cada caso.

Se houver uma necessidade física ou psicológica, se a pessoa acreditar que precisa disto por ter dificuldade em aparecer em público, sem dúvida a cirurgia plástica é permitida.

(Matéria publicada na Revista Morashá em junho de 1997)

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