A humanidade está no limiar do século XX. Por um lado, com todo avanço científico e tecnológico que esta afirmação pode encerrar. Por outro, seu ritmo de vida acelerou de tal maneira que ela não consegue mais parar para pensar. Não me refiro a uma meditação profunda sobre o universo, o Criador, mas apenas à breve reflexão sobre a própria existência! A verdade é que já nos damos por satisfeitos em resolver os problemas do dia a dia.
O homem, de ser especial, ápice da Criação, com uma missão tão definitiva quanto grandiosa, se transformou em “telespectador”, “assinante”, “prezado cliente” e, o que é ainda pior, em certos locais, num simples número.
É interessante notar que, ao comprar um computador, um automóvel, ou até mesmo um tênis, o homem “moderno”, e me permitam as aspas, faz questão do melhor. Que seja de última geração e, se possível importado. Porém, quando precisa escolher uma via e tomar uma direção, se contenta com as soluções fáceis e por vezes demagógicas fartamente disponíveis na mídia. Parece que sua preocupação maior é não exceder o padrão moral da maioria. A humanidade decide para onde caminha no carro, indo para o trabalho, ou no breve horário de almoço.
Qual é o sentido da vida? O que significa ser judeu? Rezar é preciso? Eternidade, culpa, morte, ressurreição, pacifismo, aborto, suicídio, quem somos nós?
Os seres da Terra devem buscar pelos segredos do Céu, aproximando ainda mais o grande destino reservado a todos nós: a revelação do justo Messias, em breve, em nossos dias.
 
(Extraído do prefácio do livro Encontros Entre o Céu e a Terra)