A Torá Sagrada, dizem os nossos Sábios, pode ser interpretada de 70 maneiras diferentes, ou mais. Todavia, os caminhos mais conhecidos de interpretação do texto bíblico são quatro, e eles estão aludidos na palavra Pardes (o Pomar do Conhecimento), referindo-se à interpretação literal (Pshat), alusiva (Rémez), homilética (Drash ou Midrash) e esotérica (Sod). Apesar de não podermos deduzir duas leis antagônicas do mesmo versículo, quando se trata da parte da Agadá (também chamada Midrash), interpretações diferentes e distantes podem ser inferidas do mesmo versículo. O Maharal de Praga compara as diversas explanações da Torá — algumas sendo próximas do Pshat e outras, distantes — com uma árvore cujas raízes profundas estão na terra e cujos galhos e frutos podem estar mais próximos ou mais distantes. Assim como tudo se origina dessas raízes, qualquer pessoa que se aprofundar nas palavras dos nossos Sábios verá que elas também se originam do versículo.
Em geral, as interpretações dos Sábios do Talmud que não pertencem à explicação literal fazem parte da dimensão midráshica. A Agadá divide-se em duas partes principais: o Midrash dos versículos (interpretações de palavras ou letras do próprio texto) e as histórias que acompanham o Midrash.
A Agadá possui uma força quase magnética para atrair o coração do homem e, principalmente, dos jovens. O Talmud (Chaguigá 14a) afirma que as Agadot atraem o coração das pessoas como a água. A Agadá também tem a força de incutir nos seus leitores um puro temor a D’us e nobres traços de caráter, preparando-os para o estudo profundo da Torá. Conforme as palavras dos nossos sábios: “Se você tem vontade de conhecer o Criador, estude a Agadá, pois através dela você conhece o Todo-Poderoso e adere aos Seus caminhos” (Sifri Ékev 49).
Os Midrashim são parte integrante da Lei Oral, transmitida dos Céus a Moisés no Monte Sinai (Shut Radbaz, vol. 4, 232). E cabe a nós acreditar que todos os milagres descritos no Talmud e nos Midrashim não são imaginação, mas aconteceram de fato, literalmente (Rav Hai Gaon). Sabemos, ainda, que dentro das Agadot encontram-se, de forma velada, vários segredos da parte oculta da Torá e a Sabedoria Supernal (Rav Shrira Gaon, em Meguilat Setarim; Tanya, parte 4, cap. 23). Por isso o homem não pode se contentar com o estudo do Talmud e das halachot (leis), mas também deve dedicar um tempo ao conhecimento dos Midrashim. Como ensinam os nossos sábios, aquele que conhece as halachot, mas desconhece o Midrash, não experimentou o temor a D’us, e é comparado a um herói sem armas (Avot de Rabi Natan 29).
Esperamos que o estudo do Midrash seja uma injeção de fé pura e milenar, bem como um incentivo para que se aprofundem nos textos originais do Talmud e seus comentários, inspirando o temor ao Todo-Poderoso.
 
(Extraído do prefácio do livro O Pequeno Midrash Diz)

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