A mulher no judaísmo é chamada de “a filha do Rei”, como bem diz o salmista, “a glória da filha do rei está no seu íntimo” (Salmos 45:14). Então, o simbolismo de a filha do Rei dá à mulher, adicionalmente, um status elevado espiritualmente falando

A sua verdadeira grandeza e majestade não se manifesta necessariamente no domínio público. Este é chamado de “externo”, mas é nas dimensões internas do seu ser que sua grandeza desponta. No seu “íntimo”. O judaísmo não precisou esperar pelo movimento “Women’s Lib” para emancipar as suas mulheres. Isto porque sempre teve respeito por elas.

A princípio, tanto na vida particular como em nível de nação, a mulher judia sempre desempenhou um papel importante. No lar ela é a responsável pelos assuntos vitais como educação, alimentação e pureza.

Em muitos momentos, na história do nosso povo, são elas pois as heroínas da nossa sobrevivência. Ester, na Pérsia; Yehudit, sob o domínio greco-sírio; Miriam e Yocheved enfrentando o Faraó do Egito, etc.

A filha do Rei congrega emoções e sentimentos elevados

Os nossos sábios vão além disto e dizem que cada geração é redimida por causa das mulheres justas daquela geração (Midrash Zuta, Ruth, p. 54).

O judaísmo reconhece pois o grande potencial que reside na mulher, mas continua acreditando que ela é diferente dos homens. Todavia, ser diferente não significa ser inferior. Assim, o judaísmo leva em consideração o sentimento e as emoções da mulher (vide Talmud Baba Metsia 59a). Ele afirma claramente que elas dividem com os homens a recompensa neste mundo bem como no Mundo Vindouro (vide Talmud Berachot 17a e Zohar, Shelach 167).

Então não há contradição entre ser uma mulher engajada e ativa na sociedade e a prática do judaísmo, desde que sejam respeitados os parâmetros eternos da Torá.

(Extraído do prefácio do livro A Voz de Sara)

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