Uma das respostas é que a festa de Simchat Torá está ligada às segundas tábuas dadas por D’us a Moisés.

As primeiras foram dadas quarenta dias depois de Shavuot. Porém por causa do pecado cometido pelos judeus no deserto, com o bezerro de ouro, foram quebradas.

As segundas tábuas foram dadas em Yom Kipur e Simchat Torá, a alegria da Torá, que está ligada às segundas tábuas. Assim sendo, por isto vem em seguida.

Mas existe uma outra explicação. Quando alguém dá um presente para outra pessoa, aquele que o recebe fica contente. Mas a alegria será bem maior quando, depois de chegar em casa, abrir o pacote. Vai desamarrar a fita de seda e rasgar o papel e defrontar-se com o presente maravilhoso que lhe foi dado.

A mesma coisa acontece conosco. Recebemos a lei em Shavuot, mas quando terminamos de estudar, é uma grande alegria. Uma alegria chamada de alegria da Torá, de Simchat Torá.

A festa de Simchat Torá é alegria total

A alegria total vem depois de estudá-la. Passamos um ano inteiro lendo-a, estudando-a, durante cinquenta e três semanas.

Finalmente vem a grande alegria. A festa de Simchat Torá está ligada ao fato de terminarmos de lê-la, constatamos que a sabedoria da Torá é infinita, não paramos, mas sim recomeçamos sua leitura e estudo imediatamente.

Nunca ninguém acaba de estudar a Torá. Por isso mesmo o maior sábio em judaísmo é chamado talmid chacham. Talmid é um aluno e chacham é um sábio, apesar de sábio ele nunca deixará de ser um aluno da sabedoria da Torá, que é infinita e divina.

No próprio Talmud a lei oral, todo tratado inicia com a página “bet”, a segunda página. Mas por que então não há a página “um”? Porque, se alguém disser que conhece todo o Talmud, pergunta-se: a página alef, a página um, você conhece?

Não há possibilidade de conhecer toda a Torá, pois é tão profunda que a cada ano temos de reiniciar a estudá-la, com mais profundidade.

(Matéria publicada na Revista Morashá em Setembro de 1996)

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