Um dos princípios, a saber, é que a vida é uma dádiva. D’us insuflou nas narinas de Adão a vida, a vitalidade, a alma. Tudo isso, assim como seu corpo, foi emprestado ao homem por D’us e nós temos por obrigação devolvê-lo intacto. Portanto, a eutanásia no judaísmo não tem acolhida tampouco respaldo.

Assim, o homem não só não pode atentar à própria vida, como também lhe é totalmente proibido, no judaísmo, a autoflagelação do corpo.

Por outro lado, o sofrimento é algo muito relativo. Nenhum de nós é dono do futuro. Todos que sofrem estariam, com certeza, prontos a sofrer por mais alguns momentos, por horas ou mesmo dias, se soubessem que depois viveriam muitos anos com saúde.

A cada dia surgem novidades no campo da medicina. O doente “incurável” hoje pode ter sua cura descoberta a qualquer momento.

Sabe-se de pessoas desenganadas pela medicina e que surpreenderam a todos e de outras que entram em coma por muito tempo e que acordam de repente.

Vida é um fenômeno absoluto portanto a eutanásia no judaísmo é grave

Mas o principal motivo pelo qual não se deve praticar a eutanásia é porque a vida é um fenômeno absoluto. Cada instante de vida é válido. Não é porque uma pessoa está sofrendo ou seja pobre, miserável ou mesmo faminta que ela não esteja “vivendo”. Vida é bem absoluto e a eutanásia no judaísmo é diametralmente oposto a ela

Se chegarmos à conclusão de que certas pessoas não merecem estes momentos, poderemos concluir que algumas pessoas não merecem a vida em geral, o que é muito perigoso.

Concluindo, é absolutamente proibido pela Torá, a pessoa atentar à própria vida ou tentar abreviar a vida de outro, mesmo desligando as máquinas que o mantenham vivo, pois a vida é um conceito eterno que pertence a D’us e que nos foi por Ele emprestada.

(Publicado na Jornal Tribuna Judaica em Abril de 2000)

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