A  prodigiosa erudição do Rebe impressiona qualquer leitor versado nos textos sagrados. São mais de 100 obras suas editadas sobre as mais diversas áreas do conhecimento judaico, como interpretações bíblicas, talmúdicas, místicas, éticas, etc.
Há milênios o Judaísmo vem produzindo grandes vultos e notáveis personalidades, mas que normalmente se destacam em uma esfera de conhecimento. Por exemplo, “tal mestre é um grande legislador da Halachá ”, “aquele mestre é um grande interpretador da Torá ou do Talmud ”. Alguns são famosos pelo conhecimento esotérico, como os cabalistas; outros, por compreender os profundos ensinamentos da Chassidut, os chamados baalei hascalá. Alguns se aprofundaram na ética e são conhecidos como baalei mussar. Mas encontrar todos esses conhecimentos — e muito mais — reunidos em apenas uma pessoa é fato praticamente inédito.
Quem se aprofunda no opus magnum do Rebe, os 39 volumes de Likutei Sichot, que apresentam as suas interpretações das porções semanais da Torá — principalmente nas dezenas de milhares de referências nas notas de rodapé —, constatará de forma inequívoca como este grande mestre navega pelos mares do Talmud Bavli e Yerushalmi, Rishonim e Acharonim, Poskim, Cabalá, Chakirá, Chassidut, Halachá, etc.
As interpretações do Rebe sobre a Torá sobre o comentário de Rashi proferidas durante os farbrenguens (reuniões chassídicas) de Shabat, por mais de 20 anos, diante de milhares de participantes é fabulosa. O Rebe interpreta o “peshutó shel micrá ” (interpretação literal das Escrituras) em uma simplicidade extraordinária até para uma criança de 5 anos (ver Avot 5:22) para se tornar acessível ao grande público.
É importante ressaltar que os 39 volumes de Likutei Sichot apenas representam as explicações de Torá que o Rebe corrigiu de próprio punho, acrescentando muitas observações com inúmeras referências dos exegetas e legisladores. Todavia, existem outros milhares de seus discursos e explicações de Torá que não passaram por sua revisão e redação (conhecidos como hanachot bilti mugahot), mas que foram anotados por chozrim, talmidei chachamim e alunos diligentes. Hoje todos esses discursos do Rebe estão reunidos e impressos nos livros Torat Menachem Hitvaduiot, que totalizam mais de 100 volumes.
Antes de serem transformados em livros, os Likutei Sichot (as sichot revisadas e anotadas pelo Rebe, chamadas de mugahot) saíam em fascículos semanais correspondentes à parashá semanal, impressos após árduo labor despendido pelo Rebe. Lembro-me de quando ainda era aluno na yeshivá do 770, no Brooklyn, como a noite de quinta-feira, hora da distribuição dessas sichot semanais, era aguardada ansiosamente tanto pelos sábios talmidei chachamim como pelos bachurei yeshivá, para poder devorar os Chidushei Torá do Rebe. O estudo aprofundado de uma sichá podia levar a noite inteira, principalmente se consultadas as centenas de referências nas notas de rodapé (chamadas de marê mecomot).
São precisamente essas dezenas de milhares de referências nas notas de rodapé que impressionam. Primeiro, por sua enorme quantidade e profundidade, demonstrando o conhecimento abrangente do Rebe em Niglê (parte revelada) e Nistar (parte oculta) da Torá. Segundo, elas servem como fonte para o enunciado no texto principal, pois não é qualquer interpretação que serve; ela precisa ser embasada em textos anteriores. Uma resposta a uma pergunta não pode contradizer outras Suguiot, e por isso a necessidade de fontes e referências. Terceiro, entre as anotações, várias referências a compêndios de regras e princípios de interpretação (Klalê HaTalmud VeHaRishonim, Klalê HaPoskim, etc.), pois, para chegar à verdadeira interpretação da Torá, não é possível ignorar as regras de interpretação dos anteriores. O Rebe, nestas observações, nos ensina e nos orienta sobre como estudar a Torá de verdade com anulação e humildade.
(Extraído do prefácio dos livros Chumash Gutnick e A Luz da Torá, Editora Maayanot, S. Paulo)

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