Os nossos Sábios comparam a Bíblia e seus 24 livros ao Beit HaMikdash, o Santuário de D’us. Assim como o Templo Sagrado protegia o Povo de Israel, assim também, hoje, os Livros da Bíblia seguem zelando por toda uma nação. Assim como as oferendas expiavam os erros do Povo, assim é a Bíblia.
Da mesma forma que o Templo era composto por três partes principais (o Kodesh HaKodashim, o Santuário e o Pátio), a Bíblia é tríplice, formada pela Torá (Pentateuco), Neviim (Profetas) e Ketuvim (Escrituras). No Templo Sagrado havia 24 grupos de sacerdotes que se revezavam no serviço ao Criador. E a Bíblia contém 24 Livros! Realmente, uma herança Divina e milenar que nem ameaças, perseguições ou mesmo tragédias puderam ceifar do “Povo do Livro”; o “Povo da Bíblia”.
Estes 24 Livros sagrados são ainda divididos da seguinte forma: 5 Livros da Torá (Pentateuco), 8 Livros dos Profetas, além dos 11 Livros das Escrituras. Grande cuidado deve ser tomado para que a Bíblia não seja tomada apenas por um livro de histórias. O Zohar, obra básica da Cabalá, é bastante rigoroso sobre aquele que descaracteriza a Torá de sua dimensão Divina.
A Bíblia é um livro sagrado sim, outorgado por D’us. Da mesma forma que vemos na nossa história relatos de anjos que se revestiram de aparência humana a fim de serem vistos pelos mortais (como no episódio do patriarca Abraão), assim também os segredos Divinos mais sublimes assumem uma roupagem de narrativa histórica a fim de permitir-nos aprendê-los.
Da mesma forma que de cada porção da Torá aprendemos muitos ensinamentos, e até mesmo da repetição insistente do episódio de Eliezer, servo fiel de Abraão (Gênese 24:1), bem como da lista aparentemente desnecessária dos reis descendentes de Esaú (Gênese 36:31) a Lei Oral deduz inúmeras leis, igualmente ocorre em toda a Bíblia. De cada história, de cada detalhe em princípio casual, o Talmud tira uma série de conclusões. Aliás, um dos motivos da ausência de uma cronologia mais rígida na Bíblia é justamente para demonstrar que não se trata de um simples livro de histórias.
Desde Moisés, que traduziu a Torá para 70 línguas, passando pela famosa tradução da Septuaginta para o grego e da de Onkelos para o aramaico, até a época atual, quando proliferam traduções de muitos livros sagrados nos mais variados idiomas, incentivadas pelos Rebes de Lubavitch, sempre houve uma preocupação em permitir aos que não têm acesso à língua sagrada compreender o conteúdo e explicações da Bíblia.
Assim nasceram as famosas traduções para o ladino, iídiche e, mais recentemente, para o inglês e francês, permitindo a todos o acesso ao mundo dos diferentes comentários da Bíblia. Como os nossos sábios no Talmud dizem, “Aquele que traduz o versículo literalmente desvirtua o texto, mas aquele que acrescenta algo de si mesmo é um blasfemador.” (Kidushin 49a). Tudo isto faz com que o tradutor tenha de entender perfeitamente o texto bíblico e estudar profundamente os seus diversos comentários a fim de poder se aventurar na imensa responsabilidade de verter e explanar a Torá. Afinal, trata-se do Livro dos livros, onde cada palavra possui infinitas conotações.
O desconhecimento da língua hebraica, principalmente entre os jovens, gerou um estado de afastamento da observância das leis judaicas. Sem dúvida, esta obra está conquistando o seu espaço ao lado de outras clássicas anotações da Torá, como o Meam Loez em ladino (século XVIII) e Tsena Ureena em iídiche (século XVII) que alcançaram extraordinária aceitação em suas respectivas comunidades europeias e inauguraram um renascimento e retorno às raízes judaicas, com efeitos que perduraram por décadas e séculos. O nosso desejo é que este fato também ocorra com os leitores de língua portuguesa.
 
(Extraído do prefácio do livro Torá Viva)

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