Este turismo intelectual visa mostrar aos passageiros um aspecto pouco divulgado do judaísmo, mas que talvez seja seu maior tesouro: a coragem em relatar, discutir e compreender episódios estranhos que normalmente seriam ocultados em outras culturas. Assim estão compreendidos nos 850 anos de história judaica.

Um judaísmo que não tem vergonha de mostrar suas obscuridades. Como entendê-las? O Rabino David lança mão de vasta literatura do Midrash, do Talmud. Seu enfoque é histórico e filosófico, mas também místico e cabalístico. Neste mergulho profundo temos a promessa de esclarecimento e desvendamento.

Histórias desconhecidas do nosso povo que valem como viagem e que nos trazem de volta ao nosso presente, munidos de muita sabedoria. Por não esconder o obscuro, o judaísmo teve força para sobreviver ao longo dos séculos.

Hoje, num momento de “tantas luzes e ciências” devemos também recuperar esta tradição e estar preparados para vivenciar as nossas obscuridades. Tudo isso está compreendido em 850 anos de história judaica.

Apresentamos a seguir entrevista concedida pelo Rabino a José Luiz Goldfarb, diretor de Cultura Judaica, na Sinagoga do Clube durante o mês de julho, quando o Rabino pôde visitar, presenciar e comentar o trabalho pela tradição judaica realizado na Hebraica.

COMO É PARA O SENHOR VOLTAR A COLABORAR COM A HEBRAICA?

Realmente, há muitos anos atrás, eu dei cursos aqui na Hebraica que tinham uma freqüência bastante grande. E voltarmos mais uma vez à Hebraica é para nós uma grande honra, só que desta vez mudamos o enfoque.

Durante muito tempo nós demos aulas místicas, conceitos básicos de Cabala, esoterismo judaico e assim por diante. Desta vez escolhemos mudar um pouco e fazer um curso aprofundado, o que eu chamaria da história desconhecida de nosso povo.

O motivo primeiro desta mudança é que presenciamos uma grande ignorância: simplesmente existe uma grande ignorância das pessoas.

As pessoas deveriam ir passo por passo, não dá para aprender conceitos profundos de mística sem saber o básico, você não pode estudar trigonometria ou cálculo diferencial sem ter um pouco de conhecimento da aritmética.

850 ANOS DE HISTÓRIA JUDAICA ENGLOBAM NOSSOS LIVROS SAGRADOS

E assim também os 850 anos de história judaica, a História Judaica, que é a Bíblia, que é o Tanach, a sabedoria mais sagrada com seus comentários clássicos, isto é, o supostamente conhecido, e só depois disso você passa para Mishná, para o Talmud e depois pode passar para assuntos mais profundos e místicos.

Primeiramente percebemos que há um desconhecimento inacreditável; às vezes eu levanto e pergunto a alguém quem era Tsidkiahu ou quem era Ezequias, ninguém sabe nem quando viveu. Os erros são tremendos, há uma ignorância fantástica.

Além da ignorância, há também muita desinformação. As pessoas muitas vezes sabem alguma coisa do Tanach pela televisão, sabe pelos filmes.

Hoje existe filmes sobre a vida do Rei Salomão, existem filmes sobre os Dez Mandamentos, existem filme sobre o David. E, realmente, David lá — apesar de que eu não vi o filme, mas pelo que me contaram — está sendo acusado de graves crimes.

Ele é apresentado como um homem que se apaixona por uma mulher casada, que mandou o marido para a guerra para matá-lo e assim em diante.

A DESINFORMAÇÃO LEVA À DETURPAÇÃO

Só com essa deturpação dos fatos por desconhecimento mais uma vez, nós rabinos, educadores e preceptores temos obrigação de colocar o lado judaico, o lado tradicional; ensinar a como lidar realmente com o relatado nos escritos e também da tradição oral.

Nós temos a lei escrita e a lei oral. Eu vou lhe dar um exemplo para mostrar como ocorre a desinformação. Todos nos conhecemos o Michelangelo, o grande escultor e artista. Michelangelo fez uma escultura de Moisés. Na escultura de Moisés, ele aparece com dois chifres, isso é uma coisa estranha, dois chifres no Moisés!

De onde Michelangelo pegou isto? A explicação disto é muito simples, pois na Torá está escrito que Moisés, depois de ter recebido o espírito Divino, depois de D’us ter falado com ele, seu rosto passou a brilhar, o rosto dele iluminava, havia o semblante brilhante dele, tinha um esplendor especial que de vez em quando até assustava o povo.

A própria Torá escrita diz de forma explícita que de vez em quando Moisés precisava colocar uma máscara de tanto que brilhava o seu rosto.

Em hebraico a palavra brilho, raio de luz, é formada a partir de “keren”, “karnei or”, o raio de luz, “karnei shemesh” – raios de sol, “karnei laser” – raio de laser, só que a palavra “keren” em hebraico também é chifre.

UMA INTERPRETAÇÃO EQUIVOCADA DE MOISÉS

Foi através do estudo de leigos que não entenderam bem a Bíblia e interpretaram literalmente que Moisés tenha raios como chifres, que o grande pintor fez Moisés com chifres.

É assim também hoje: o leigo da nossa comunidade que aprende a Torá, já quer estudá-la em níveis mais profundos, sem os comentários, sem ter acesso ao que diz Rabi David Kimchi, o Nachmânides, às explicações de Guershônides, às explicações do Midrash, do Talmud; ele vai ter uma visão deturpada, de modo que ele não entenderá bem o judaísmo.

O texto bíblico tem que ser analisado à luz correta que é uma tradição milenar. Sentimos assim a obrigação de esclarecer o público, principalmente para aqueles que não vão realmente estudar todos os livros. Isso está dentro do que é preciso saber para esses 850 anos de história judaica.

PUBLICAÇÕES QUE ELUCIDAM A HISTÓRIA JUDAICA

Na nossa Editora Maayanot já temos 4 volumes desde Josué até Samuel II, sendo que o Tanach tem 24 livros.

Só que o leitor em geral não tem muito acesso e, por isso, nós optamos por essa oportunidade que a Hebraica nos oferece e, através do Departamento de Cultura Judaica, vamos fazer este curso para as pessoas de todos os níveis. 850 anos de história judaica são parte de todos nós.

Com efeito, os ouvintes pelo menos poderão ouvir a história narrada de forma judaica com os Midrashim, comentários clássicos. Esta é e a nossa vontade perante o público. Obviamente que nós também vamos introduzir aspectos conflitantes, muitos contrastes, muitas coisas que são desconhecidas e até mesmo obscuras.

Todos os aspectos do Rei, da Monarquia Judaica, os direitos dos Juizes; qual o poder do San’hedrim, o Sinédrio; como se produz a profecia; quem são os verdadeiros profetas; como se distingue enfim  o falso do verdadeiro profeta.

Nós vamos abordar uma série de coisas muito interessantes até a última aula; vamos começar com Josué, a entrada em Israel e nós estaremos terminando realmente com as promessas divinas na casa de David, que inclui também o Mashiach, “Mashiach ben David”, toda a época da Redenção, a era da Salvação. Está tudo organizado para que os 850 anos de história judaica tenham grande valia ao conhecimento de cada um.

Isto é nosso intuito nestas aulas e esperar com a ajuda de D’us que o público se interesse e que será um sucesso.

UMA DAS PRIMEIRAS REAÇÕES QUANDO O CURSO FOI APRESENTADO AGORA NA HEBRAICA FOI JUSTAMENTE ESTA MUDANÇA DE ENFOQUE. O SR. FALOU QUE ANTIGAMENTE VINHA À HEBRAICA E JÁ TRATAVA DIRETAMENTE DE MISTICISMO JUDAICO, CABALÁ E QUE AGORA VAI ABORDAR UM PERÍODO HISTÓRICO ESPECÍFICO, LONGO, MAS ESPECÍFICO, E DENTRO DELE TECER ALGUNS COMENTÁRIOS. ALGUMAS PESSOAS FALARAM: “PUXA! SERÁ QUE O CURSO DE HISTÓRIA VAI ATRAIR TANTA GENTE COMO OS OUTROS?”

Exato, é uma pergunta excelente. Realmente há um interesse da parte do público por tudo que é místico, cabalístico. Este detalhe também integra os 850 anos de história judaica.

No início a gente deu bastante aulas disso, abordando a mística que é o íntimo da Torá, é o íntimo do Judaísmo, o íntimo do judeu. O íntimo do judeu está ligado ao íntimo do Judaísmo e ao íntimo da Torá. Como a parte revelada ao judeu foi muito obscurecida com o decorrer dos séculos, com a assimilação, com a abertura, ficou só aquela parte íntima, aquela centelha íntima e para acordá-la precisávamos recorrer ao íntimo do judaísmo, somente o íntimo da Torá podia despertar o íntimo do judeu.

Mas hoje, graças a D’us, muita gente já “despertou”, não precisa mais acordar, a centelha voltou.
Ontem o que parecia preto, escurecido, hoje está ardendo. O pessoal portanto está querendo, está pedindo aula em qualquer canto, não podem nem atender tantos pedidos que temos hoje em dia. Há uma sede de conhecer ou ampliar o conhecimento dos 850 anos de história judaica.

O JUDEU ACORDOU

Hoje há uma volta, o judeu já acordou, de modo que ele quer saber tudo do judaísmo; tudo que a filosofia de Maimônides diz, todos os livros de moral e ética, todos os livros de Chassidut. Ele quer saber do Talmud, quer saber de tudo, é impressionante.

Inclusive hoje me parece que já se quer aprender desde o início. Nós voltamos a dar aulas de hebraico. A  Hebraica oferece muitas aulas de hebraico e muita gente procura.

Com efeito, a centelha já acordou, o judeu quer saber o que é afinal esta centelha que existe em seu interior.

Aula de hebraico, aula de ídishe, aula de leitura da Torá, aula de Sidur, coisas das mais básicas. Isso se enquadra num movimento geral e obviamente nós vamos colocar um salzinho também na parte do Talmud.

MOSTRAR A COMPLEXIDADE DA HISTÓRIA JUDAICA

Vamos mostrar para o pessoal que a História Judaica é uma coisa, pois, muito complexa. Ela tem de ser entendida, tem de ser estudada, não é uma coisa tão simples. É uma história que não esconde seus reis idólatras, como vocês mesmo dizem na sua propaganda. Trata-se então de uma história muito interessante, nem sempre gloriosa, mas ela conta, narra tudo, não esconde as passagens obscuras.

Eu estou achando que esta forma que a Hebraica está apresentando o curso é uma coisa importante. Em conjunto com o Olami Adultos mostra uma organização. O aluno assim se registra e, no final, vamos outorgar diplomas. 850 anos de história judaica devem proporcionam uma experiência enriquecedora.

ESTÁ HAVENDO UMA REAPROXIMAÇÃO DAS PESSOAS AQUI NA HEBRAICA, ESTAMOS SENTINDO NA PRÓPRIA SINAGOGA E TEM UM LADO CURIOSO, PELO MENOS NA HEBRAICA QUE É MUITA GENTE SE APROXIMANDO QUE REALMENTE ESTAVA AFASTADA. O SR. ESTAVA ME LEMBRANDO UMA PALESTRA SOBRE O PESSACH OFERECIDA ESTE ANO NA UNIVERSIDADE POPULAR DE CULTURA JUDAICA DA HEBRAICA EM QUE O SR. FALOU DO QUINTO FILHO. O NOSSO PRESIDENTE, MARCOS ARBAITMAN UTILIZOU ESSE PENSAMENTO DIVERSAS VEZES AQUI NO CLUBE INCLUSIVE EM NOSSO SEGUNDO SEDER. O QUINTO FILHO É AQUELE QUE NEM VEM AO SEDER. É INTERESSANTE QUE ISTO OCORRA NA HEBRAICA. AQUI ATÉ NÓS TEMOS UM ASPECTO CURIOSO. GERALMENTE VOCÊ TEM UMA SINAGOGA E EM VOLTA CRESCEU OUTRAS ATIVIDADES DA COMUNIDADE, E AQUI NÓS TEMOS AS OUTRAS ATIVIDADES OCORRENDO E LEVANDO AS PESSOAS À SINAGOGA.

Há um Renascimento; são anos e anos de plantação, anos e anos em que foi colocado Tefilin aqui na Hebraica, aos domingos, isto vai plantando vai dando um gostinho e pouco a pouco… Tudo parte integrante desses 850 anos de história judaica.

O Rei Salomão diz o seguinte: “Joga o teu pão acima das águas e um dia ele voltará”.

Agora está tendo um grande retorno internacional, é inacreditável, uma sede grande ‘de judaísmo por todo lado. Eu gostaria de citar algumas palavras de nossos sábios para ilustrar a própria dinâmica do curso.

A gente sabe que D’us abençoou Jacó e disse para ele que seus filhos serão como o pó da terra. O Talmud, a literatura Midráshica explica então por que D’us comparou o povo de Israel ao pó da terra.

3 MOTIVOS POR QUE O POVO DE ISRAEL É COMPARADO AO PÓ DA TERRA

O Talmud dá três motivos no Midrash: o primeiro afirma que a terra é que dá o que tem de melhor para o homem, a terra dá minerais, flores, trigo, cereais, árvores, frutos. E qual é a recompensa para a terra? A gente pisa em cima dela, ela está sendo pisoteada. Com o povo de Israel é a mesma coisa, o povo de Israel dá bastante coisa para a humanidade, desde o conhecimento, desde a ética, valores morais, economia, prêmios Nobel quantos você quiser, homens grandes no campo da medicina, da pesquisa científica. O povo judeu contribui com a humanidade de forma inacreditável, e qual é sua recompensa? Pisam em cima dele com perseguições, uma história sangrenta como a gente sabe.

A seguir aprendemos que vem o arado e arranca pedaços de terra, só que após muito tempo este arado vai se desintegrar, o arado vai se decompor um dia, ele não fica eternamente, passa cem anos, acaba enferrujando e se decompondo e a terra existe para sempre.

SIMBOLISMO JUDAICO A SERVIÇO DO ENTENDIMENTO

Assim também é exemplificado: o arado representa os inimigos que arrancam pedaços da terra do povo de Israel, um milhão aqui, seis milhões lá, um genocídio dos romanos, outro dos babilônios, outro da Alemanha e assim por diante, mas afinal esses arados se vão, os babilônios, os assírios junto com os romanos antigos estão nos museus e a terra, o povo de Israel, está sempre aqui.

Finalmente nossos sábios nos ensinam que a terra pode dar o que ela tem de melhor para o homem, desde comida até sombra das árvores, mas tem uma condição, tem que regar, tem que irrigar a terra, tem que jogar água, senão não funciona.

O LEGADO INTRÍNSECO DO POVO JUDEU

A mesma coisa ocorre com o povo de Israel. Ele pode contribuir, tem conhecimento, pode dar para a humanidade uma sabedoria inacreditável. Entretanto tem que regar, tem que ter Torá, tem que ter água.
Se o povo de Israel conhece pois o que é dele, tem sua bagagem, seu patrimônio. Assim ele reconhece então a riqueza que tem na água pura e límpida que é a Torá e o Judaísmo.

Ele pode então dar e transmitir valores para o mundo e resolver todos os problemas desde a miséria até a fome como José resolveu no Egito.

Este curso de 850 anos de história judaica se enquadra neste cenário. Busca pois dar um pouco desta água, oferecer para quem quer beber, conhecer este poço de água especial. Isto é portanto o nosso intuito. Assim, quando o pessoal conhecer esta água, vai ver o quão pura ela é, quantos minerais ela tem… assim poderão uma vez mais irrigar a terra.

VOCÊ JÁ ADIANTOU UMA PERGUNTA QUE EU IA FAZER, DE TRAZER O CURSO PARA A REALIDADE DO MOMENTO DO HOMEM, SÓ QUE EU ACHO QUE JÁ ESTÁ BEM RESPONDIDA. TEM MUITAS SOLUÇÕES JUDAICAS PARA A REALIDADE BRASILEIRA. TEM MUITAS PESSOAS QUE FALAM “QUE É QUE EU VOU FAZER COM O CURSO, PARA QUE SERVE, É DILETANTISMO, É SÓ FILOSOFIA, SÓ ESPECULAÇÃO”. NÃO, NÃO, É MUITO PRÁTICO. O JUDAÍSMO TEM SOLUÇÃO OBVIAMENTE NÃO A CURTO PRAZO, MAS A LONGO PRAZO, ELE OFERECE PERSPECTIVAS PARA MUITOS PROBLEMAS QUE O MUNDO ESTÁ PASSANDO. JÁ QUE O JUDAÍSMO É UMA PRÁTICA, DEVE TER SOLUÇÕES PRÁTICAS E NÃO APENAS FILOSÓFICAS. E APROVEITANDO, RABINO DAVID, COMO MUITA GENTE NO CURSO DA HEBRAICA, ÀS VEZES OLHA ASSIM PARA SINAGOGA, PARA AS BARBAS E FALAM: “PUXA VIDA, ESSE PESSOAL PARECE DE OUTRO TEMPO”. ENTÃO VOCÊ VAI DIZER QUE ABRE O CORAÇÃO, MAS ISSO A CIÊNCIA E A PSICOLOGIA MOSTRARAM QUE É TUDO FANTASIA, QUE NÃO TEM ESSE CORAÇÃO, CLARO QUE POR OUTRO LADO A SINAGOGA TAMBÉM ESTÁ SE DESENVOLVENDO APESAR DESTAS IDEIAS.

Existe um preconceito. Um preconceito contra a mística, a ritualística. Muita gente chega para nós e diz: “no mundo moderno, na época da ciência, e como se pode ainda rezar?”

O próprio rezar a D’us, perguntam: “para que, para quem, por quê?”

Muita gente esclarecida, de muito estudo. Costumam afirmar: “Enquanto for cultura, cursos, filmes, palestras, debates, está tudo bem. Mas se você for falar em rezar, em conhecer uma certa intimidade da Torá, aí está indo longe demais. O que o Sr. diria sobre esse pensamento?

Antes a ciência podia ser a solução. Eu acho que hoje a ciência já sabe o seu lugar. Na minha opinião, a ciência não é portanto mais dogmática como ela era antes; hoje a gente sabe que um cientista que se respeita fala “eu acho” e não fala mais “eu tenho certeza”. Isso porque enfim todos os dias saem pesquisas novas que muitas vezes contradizem as anteriores.

FIM DA CONTRADIÇÃO

Hoje então não tem mais contradição. Os cientistas grandes pelas pesquisas deles chegaram à conclusão de que tem realmente uma força maior. Einstein e outros já o falaram claramente.

Obviamente existe um preconceito sobre a barba, ou quanto à figura do judaísmo ortodoxo. Todavia isto é um gelo que nós temos pois que quebrar. É nossa tarefa hoje em dia quebrar este gelo.

Existe o preconceito, só que nossa tarefa é demonstrar que o Judaísmo é bom-senso. Não é uma religião de utopia que exige pois coisas impossíveis. São coisas bem práticas para o judeu, soluções para a vida familiar, para a vida conjugal, para problemas sociais e assim por diante. 850 anos de história judaica devem forjar uma reflexão a mais de nosso papel no mundo moderno.

(Publicado na Revista A Hebraica em dezembro de 1994)

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